O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, manifestou críticas em relação à Medida Provisória que estabelece a proibição total das casas de apostas no Brasil. Montenegro afirmou que a nova regulamentação pode acarretar um prejuízo superior a R$ 100 milhões para o clube. Ele destacou que essa medida gera uma grande preocupação em relação ao futuro da equipe.
Montenegro enfatizou que o impacto financeiro é significativo, pois a proibição não afeta apenas o patrocínio máster, mas também contratos relacionados a placas no campo e na confecção de camisas, que necessitam de uma produção com seis meses de antecedência. Ele expressou sua inquietação à CNN Brasil, afirmando que a situação é preocupante para o Fluminense e para o futebol brasileiro como um todo.
Recentemente, o clube recebeu uma notificação da Superbet, empresa com a qual mantém um contrato até 2029, avaliado em R$ 58 milhões por ano. O comunicado da casa de apostas confirmou o rompimento do contrato em decorrência da implementação da Medida Provisória.
Montenegro também comentou sobre a dinâmica do mercado, afirmando que é comum que alguns clubes percam patrocínios devido ao vencimento de contratos, enquanto outros conseguem mantê-los. No entanto, a nova medida gera uma situação em que a maioria dos clubes brasileiros poderá perder seus patrocinadores ao mesmo tempo, o que desvaloriza o ativo de mercado. As empresas interessadas poderão negociar com vários clubes simultaneamente, o que tende a reduzir o valor das camisas.
Em uma nota divulgada pouco antes do anúncio da Medida Provisória, o Fluminense reconheceu a importância do debate sobre o tema. Contudo, o clube solicitou um período de transição adequado para a implementação de qualquer mudança. Mattheus Montenegro destacou a necessidade de segurança jurídica, uma vez que a medida foi anunciada de forma abrupta, sem um período de adaptação. Além disso, ele apontou que as casas de apostas geraram R$ 9 bilhões em arrecadação para o governo entre janeiro e agosto de 2026, e a nova regulamentação não considera o impacto dessa receita.
Montenegro também alertou para o risco de fortalecimento do mercado clandestino, além de mencionar que a urgência da medida é questionável, visto que o assunto já estava sendo discutido no Congresso há algum tempo.





