A Ponte Preta, em meio a uma grave crise financeira, tomou a inusitada decisão de restringir o consumo de alimentos entre seus funcionários. Desde a quarta-feira, 23 de setembro, o clube comunicou que cada colaborador terá direito a apenas um pão por dia. A informação foi divulgada em um aviso fixado na cozinha do Estádio Moisés Lucarelli.
O aviso continha a mensagem: “A partir de hoje (quarta-feira, 23/9), será permitido o consumo de apenas um (01) pão por funcionário. Contamos com a colaboração de todos.” Essa medida é um reflexo da situação crítica que a Ponte Preta atravessa, que inclui uma recente ação judicial em que o clube foi processado por uma padaria, com uma dívida de R$ 53.280,14.
José Henrique Specie, diretor jurídico da Ponte Preta, caracterizou o cenário do clube como de “quase insolvência”, destacando a profundidade da crise financeira e administrativa que atinge o Estádio Moisés Lucarelli. O clube não enfrenta apenas o problema das dívidas acumuladas, mas também uma significativa dificuldade em gerar receita para quitá-las.
Uma auditoria realizada revelou que os custos operacionais da Ponte Preta estão próximos de R$ 4 milhões mensais, enquanto a arrecadação gira em torno de R$ 1,2 milhão. Essa discrepância resulta em um déficit operacional de aproximadamente R$ 2,8 milhões por mês, o que totaliza cerca de R$ 33,6 milhões por ano.
Em menos de um ano, a Ponte Preta viu sua trajetória mudar drasticamente, passando de campeã da Série C a rebaixada no Campeonato Paulista. Atualmente, ocupa a última posição na Série B do Campeonato Brasileiro, somando apenas 13 pontos, 19 a menos que o Botafogo-SP, primeiro time fora da zona de rebaixamento. O clube enfrenta ainda a proibição de registrar novos jogadores, e seu elenco profissional permanece paralisado, evidenciando a gravidade da situação.





