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A trajetória de Cloudbreak, o destino dos surfistas no Pacífico Sul

Cloudbreak, considerado por muitos como a melhor onda do mundo, tem uma história rica que remonta a 1978, quando o professor John Ritter descobriu o local nas...

Cloudbreak, frequentemente rotulada como a melhor onda do mundo, atraiu a atenção de surfistas e entusiastas após o Fiji Pro desta temporada. Antes de se tornar uma etapa do Championship Tour, Cloudbreak era apenas um recife remoto na ilha de Tavarua, no Pacífico Sul. A descoberta desse local notório é tão fascinante quanto as ondas que lá se formam.

Em 1978, John Ritter, um professor americano, iniciou uma busca pelas melhores ondas enquanto trabalhava nas Ilhas Samoa Americanas. Com um catamarã de 11 metros, ele explorou o Pacífico Sul sem mapas ou previsões, apenas guiado pela curiosidade e pela paixão pelo surfe. Durante essa jornada, chegou à ilha de Tavarua e se deparou com uma onda perfeita que o deixou maravilhado. Essa esquerda longa e tubular parecia ter sido criada sob medida para os surfistas.

Anos depois, Ritter retornou à ilha e, em parceria com Scott Funk, fundou o Tavarua Island Resort, um dos primeiros surf camps de luxo do mundo, inaugurado em 1982. Durante muitos anos, Cloudbreak foi uma onda privada, acessível apenas aos hóspedes do resort. Em 1987, um grupo de surfistas australianos que tentou surfar no local sem autorização foi barrado, reforçando a exclusividade do pico.

A popularidade de Cloudbreak mudou drasticamente em 1984, quando Kevin Naughton e Craig Peterson, dois jornalistas de surfe, visitaram o local. A foto de Naughton saltando de um barco, com a onda de Cloudbreak ao fundo, foi publicada na capa da revista Surfer Magazine, fazendo com que surfistas de todo o mundo quisessem descobrir onde ficava essa onda perfeita.

O primeiro evento oficial em Cloudbreak, o Tavarua Tube Riding Classic, ocorreu em 1995, e em 1999, a onda foi incluída no calendário do Championship Tour, rapidamente se tornando um dos eventos mais esperados do circuito. Em 2010, o governo de Fiji revogou a exclusividade do resort, permitindo que qualquer surfista acessasse o pico de barco, encerrando assim décadas de restrição.

Recentemente, em 2026, Cloudbreak voltou a receber o Championship Tour pela primeira vez desde 2017, apresentando uma etapa emocionante. Cole Houshmand e Erin Brooks se destacaram, e o Fiji Pro mostrou que a fama de Cloudbreak como um dos melhores destinos de surfe continua intacta. O local, que sempre entrega grandes performances, reafirma que as melhores ondas do mundo não são encontradas por aqueles que esperam, mas por aqueles que têm coragem de explorá-las.

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