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Usar o hotspot móvel pode ser mais seguro, veja para descobrir como

Quando você está em um local público ou viajando e não encontra uma rede Wi-Fi disponível, mas precisa conectar um dispositivo que não possui acesso à rede...


Quando você está em um local público ou viajando e não encontra uma rede Wi-Fi disponível, mas precisa conectar um dispositivo que não possui acesso à rede móvel, como um notebook, tablet ou console portátil, pode transformar o próprio smartphone em um ponto de acesso Wi-Fi, também conhecido como hotspot móvel ou tethering. Desde que o celular tenha acesso à internet por uma rede móvel 4G ou 5G, os outros dispositivos podem se conectar a ele de maneira semelhante ao que fariam com um roteador. No entanto, antes de utilizar esse recurso, é importante entender o quanto um hotspot móvel é seguro. Embora existam alguns riscos, de maneira geral, utilizar o próprio smartphone como ponto de acesso é considerado uma alternativa relativamente segura, especialmente quando comparado a redes Wi-Fi públicas desconhecidas.

Um hotspot móvel costuma ser mais seguro do que conectar o aparelho diretamente a uma rede Wi-Fi pública, como as encontradas em aeroportos, hotéis, cafés e outros estabelecimentos. Redes públicas podem permitir que pessoas mal-intencionadas tentem monitorar o tráfego, explorar vulnerabilidades dos dispositivos conectados ou criar redes falsas que imitam redes legítimas. Quando você utiliza o próprio smartphone como ponto de acesso, tem muito mais controle sobre quem pode estabelecer uma conexão. Para manter essa proteção, entretanto, é importante utilizar uma senha Wi-Fi forte, manter o sistema operacional do celular atualizado e adotar bons hábitos de segurança durante a navegação. Em determinadas situações, também pode ser útil utilizar uma VPN, especialmente quando o dispositivo conectado possui informações importantes ou quando você deseja aumentar a privacidade do tráfego.

Uma das principais razões pelas quais o hotspot móvel é relativamente seguro é justamente o controle que o usuário possui sobre a rede. Diferentemente de uma rede pública, na qual dezenas ou centenas de pessoas podem estar conectadas simultaneamente, o hotspot do celular normalmente permite que apenas os aparelhos autorizados pelo proprietário estabeleçam conexão. Em iPhones, uma senha é exigida para utilizar o ponto de acesso, o que ajuda a impedir que pessoas próximas se conectem sem autorização. É importante, porém, utilizar uma senha suficientemente forte e que não seja facilmente adivinhada, evitando informações óbvias como nome, data de nascimento ou sequências simples de números.

Em aparelhos Android, dependendo da versão do sistema e da configuração do dispositivo, pode haver opções que permitem modificar ou até desabilitar a exigência de senha. Embora isso possa facilitar o acesso de familiares e amigos, não é recomendável deixar o hotspot sem proteção. Sem uma senha, qualquer pessoa dentro do alcance do sinal poderá tentar estabelecer uma conexão. Um invasor que consiga acesso ao hotspot pode, por exemplo, consumir o pacote de dados móveis do proprietário, utilizar a conexão para atividades maliciosas, tentar comprometer o próprio smartphone ou explorar outros dispositivos conectados à mesma rede. Em situações mais graves, um dispositivo comprometido também pode ser incorporado a uma botnet, uma rede de aparelhos infectados controlados remotamente por criminosos.

Os hotspots modernos também utilizam protocolos de segurança conhecidos como Wi-Fi Protected Access, ou WPA, que são responsáveis por mecanismos de autenticação e criptografia da comunicação sem fio. As versões mais comuns encontradas atualmente são WPA2 e WPA3. O WPA3 oferece mecanismos de proteção mais modernos e uma criptografia mais robusta, além de dificultar determinados ataques de força bruta, nos quais o invasor tenta descobrir uma senha testando repetidamente diferentes combinações. Isso é particularmente importante porque os dispositivos conectados a um hotspot podem transmitir uma grande quantidade de informações entre si e a internet, incluindo credenciais de acesso, mensagens, dados pessoais e outras informações potencialmente sensíveis.

Mesmo com essas proteções, é recomendável evitar deixar o hotspot móvel ativado permanentemente. Manter o recurso ligado sem necessidade aumenta a possibilidade de conexões não intencionais e mantém uma superfície de exposição que simplesmente não é necessária quando ninguém está utilizando a rede. Felizmente, muitos smartphones desativam automaticamente o ponto de acesso depois de determinado período de inatividade, mas é ainda mais seguro desligá-lo manualmente assim que terminar de utilizá-lo. Isso também ajuda a evitar o consumo desnecessário da bateria e dos dados móveis.

Manter o smartphone atualizado é outra medida fundamental. Fabricantes distribuem atualizações de sistema que, além de adicionar recursos, corrigem vulnerabilidades de segurança que poderiam ser exploradas por criminosos. Por isso, sempre que possível, é importante instalar as atualizações disponibilizadas pelo fabricante e evitar utilizar versões muito antigas do sistema operacional. Quando um aparelho chega ao chamado fim de vida, ou EOL, significa que o fabricante deixou de fornecer atualizações de segurança para aquele modelo. Nesse momento, mesmo que o celular continue funcionando normalmente, novas vulnerabilidades podem permanecer sem correção. Se isso acontecer, substituir o aparelho por um modelo que ainda receba atualizações é uma medida importante de segurança.

Uma VPN, sigla em inglês para rede privada virtual, pode acrescentar outra camada de proteção, embora não seja indispensável para que um hotspot móvel seja seguro. A VPN criptografa o tráfego do dispositivo e o encaminha por meio de um túnel protegido até um servidor da VPN. Esse servidor então encaminha as solicitações para o destino final. Dessa maneira, alguém que esteja monitorando a rede local terá mais dificuldade para identificar o conteúdo do tráfego protegido pela VPN. Isso pode ser particularmente útil quando o dispositivo conectado ao hotspot precisa lidar com informações confidenciais ou quando se deseja reduzir a exposição do tráfego a observadores presentes na rede utilizada.

A VPN também pode ocultar o conteúdo do tráfego do provedor de internet utilizado pelo usuário, proporcionando uma camada adicional de privacidade. Isso, entretanto, não significa que a atividade online desapareça ou se torne completamente anônima. O provedor da VPN passa a ocupar uma posição privilegiada para observar determinadas informações sobre a atividade do usuário, dependendo de sua política de registros, infraestrutura e configuração. Por isso, a escolha de um serviço confiável é importante. Uma VPN não substitui outras medidas básicas de segurança, como senhas fortes, autenticação em dois fatores, atualizações de software, cuidado ao abrir arquivos ou links suspeitos e utilização de sites legítimos.

De maneira geral, portanto, utilizar o smartphone como hotspot móvel é uma opção relativamente segura para conectar um notebook, tablet ou outro dispositivo à internet, e normalmente apresenta menos riscos do que utilizar uma rede Wi-Fi pública desconhecida. A segurança, porém, depende tanto da tecnologia empregada quanto da forma como o recurso é utilizado. Manter uma senha forte, utilizar WPA2 ou WPA3 quando disponível, desligar o hotspot quando ele não estiver sendo usado, manter o smartphone atualizado e adotar hábitos seguros de navegação reduzem consideravelmente os riscos. Uma VPN pode acrescentar proteção e privacidade em determinadas situações, mas deve ser entendida como uma camada adicional, e não como uma garantia absoluta contra invasões ou rastreamento.

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Fonte:Paraná Jornal

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