O Comando-Geral da Polícia Militar do Paraná decidiu pela exclusão de dois policiais que atuavam em Foz do Iguaçu, sob a suspeita de terem feito a escolta armada de um caminhão carregado com cerca de 2,4 mil celulares contrabandeados. A medida envolve um cabo e um soldado, que estão afastados de suas funções. A defesa dos policiais ressalta que a decisão ainda não é definitiva, permitindo a apresentação de recurso administrativo, o que significa que não há desligamento imediato dos envolvidos.
Essa exclusão foi determinada após a conclusão de um processo administrativo disciplinar que investigou a CONDUTA dos militares. Embora a decisão tenha sido publicada em 17 de agosto, os advogados dos policiais afirmaram que tiveram acesso ao resultado apenas na segunda-feira, dia 24.
Durante o processo, a comissão encarregada de avaliar o caso teria recomendado a permanência dos policiais na corporação. No entanto, o Comando-Geral discordou dessa opinião e optou pela exclusão, considerando a CONDUTA dos militares como de extrema gravidade e incompatível com os princípios e a ética da Polícia Militar.
A defesa dos policiais informou que a deliberação do Conselho de Disciplina não foi unânime e que pretende solicitar uma reconsideração para reverter a decisão na instância administrativa. A Corregedoria da Polícia Militar esclareceu que o procedimento ainda não foi completamente finalizado devido a trâmites legais, o que impede comentários adicionais sobre o caso neste momento.
Os policiais foram detidos em flagrante durante uma operação da Polícia Federal em Londrina, no norte do Paraná, em 12 de março de 2025. Durante a ação, eles estavam em um veículo que acompanhava um caminhão que transportava celulares introduzidos ilegalmente no país. A suspeita é de que os militares estivessem fazendo a escolta armada do caminhão para assegurar a segurança da carga.
Na ocasião, aproximadamente 2,4 mil celulares foram encontrados escondidos em um fundo falso no baú do caminhão, com a mercadoria avaliada em cerca de R$ 3 milhões. Além dos policiais, o motorista do caminhão e sua companheira também foram presos. A investigação administrativa da Polícia Militar segue de maneira separada do processo criminal relacionado ao caso.





