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Flávio Bolsonaro move ação no TSE contra Dario Durigan por uso da máquina pública em campanha

A Campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma ação no TSE contra o ministro Dario Durigan, alegando uso indevido de recursos públicos em favor de Luiz Inácio...

A campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do PL, protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Dario Durigan, ministro da Fazenda. A alegação é de uso indevido da estrutura pública para beneficiar a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A equipe do senador solicita uma investigação sobre possíveis irregularidades e a identificação dos responsáveis pelos custos relacionados às atividades de Durigan como porta-voz econômico da candidatura do petista.

Os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que o ministro tem utilizado sua posição na pasta econômica, com acesso a servidores e recursos da União, para atuar como interlocutor da campanha de Lula. Essa atuação incluiria conversas com investidores e economistas, além de entrevistas com veículos de imprensa, com o intuito de divulgar as propostas econômicas de um possível quarto mandato presidencial de Lula.

Na ação, a campanha do PL menciona uma viagem de Dario Durigan a São Paulo, realizada na semana passada, onde o ministro participou de um evento promovido por uma instituição financeira. No dia 17 de agosto, sua agenda incluiu duas audiências nas instalações da Fazenda e um encontro no escritório da Bloomberg. A representação afirma que essas atividades seriam uma forma de Durigan apoiar as diretrizes econômicas da candidatura de Lula, caso ele seja reeleito em outubro.

O documento apresentado ao TSE questiona se a atuação de Durigan em nome da campanha de Lula foi organizada ou financiada pela estrutura administrativa que ele utiliza em seu cargo. A defesa afirma que a presença de compromissos eleitorais na agenda oficial do ministro não elimina a possibilidade de irregularidades e, pelo contrário, reforça a argumentação de que suas atividades foram absorvidas pela sua função pública.

Além disso, a equipe jurídica da Campanha de Flávio Bolsonaro destaca um encontro fechado promovido por Durigan, que contou com a participação de cerca de 30 representantes do setor financeiro. Durante essa reunião, o ministro respondeu a questionamentos sobre promessas de campanha, incluindo tópicos como transporte público gratuito e mudanças na jornada de trabalho. Os advogados exigem esclarecimentos sobre quem arcou com os custos da viagem e das atividades realizadas por Durigan.

“A presença dos compromissos eleitorais na agenda oficial não afasta a irregularidade em apuração. Muito antes pelo contrário, ela demonstra que atividades posteriormente descritas pela imprensa como destinadas à apresentação das diretrizes econômicas da candidatura presidencial do primeiro Representado foram administrativamente absorvidas pela agenda funcional do Ministro”, conclui o documento enviado ao TSE.

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