Na sexta-feira, 21, o governo do Brasil anunciou que se reunirá na próxima semana com representantes do governo dos Estados Unidos para reiniciar as negociações comerciais entre os dois países. O principal objetivo é reverter a imposição de taxas de importação de 25% sobre produtos brasileiros que são comercializados no mercado norte-americano.
As tratativas serão lideradas por Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e contarão com o apoio de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE). A comitiva se reunirá com o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), mas a data exata do encontro ainda não foi confirmada.
A decisão de retomar as negociações foi motivada por uma conversa telefônica entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, realizada na manhã da sexta-feira. O Palácio do Planalto informou que o diálogo teve um tom cordial, o que abre espaço para a continuidade das discussões sobre o tariffaço.
Além disso, o Brasil recebeu contato de Jamieson Greer, representante comercial americano, para debater a questão tarifária. O governo Trump também anunciou, na mesma ocasião, uma isenção temporária de 90 dias para a importação de carne brasileira.
Na semana anterior, o governo brasileiro havia sinalizado a aplicação da Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos, uma medida que foi desencadeada após as negociações não avançarem como esperado. Em nota, a Secretária de Comunicação (Secom) do Palácio do Planalto informou que o MRE está notificando o governo dos EUA sobre o início do processo de consultas diplomáticas.
A Lei da Reciprocidade, aprovada em 2025 pelo Congresso Nacional, permite ao Brasil responder a medidas unilaterais de outros países que afetem produtos brasileiros, como é o caso do tarifaço imposto por Trump. A ligação entre Lula e Trump durou 1 hora e 20 minutos e abordou, entre outros assuntos, o tarifaço e questões relacionadas ao crime organizado.





