Na manhã da última sexta-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Donald Trump mantiveram uma conversa por telefone, em meio a discussões sobre tarifas que afetam produtos brasileiros. A ligação, conforme informado pelo Palácio do Planalto, teve um tom cordial e durou cerca de uma hora e 20 minutos.
Durante o diálogo, os presidentes abordaram temas como o chamado tarifaço, o combate ao crime organizado e a importância de manter as negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Lula destacou que a continuidade do diálogo seria a melhor estratégia diante dos impactos negativos das tarifas para ambos os países. O presidente brasileiro enfatizou que permanecer na mesa de negociações é crucial para mitigar as consequências adversas.
A comunicação oficial também revelou que Trump concordou com a necessidade de estreitar os laços comerciais, sugerindo uma nova rodada de conversas entre as equipes dos dois países, a ser realizada o mais breve possível. Essa disposição para o diálogo se dá em um contexto de atenção redobrada às relações comerciais entre as nações, especialmente sobre as tarifas que têm gerado tensões.
Poucas horas após a conversa, Trump anunciou a flexibilização para a importação de carne bovina. O presidente dos EUA informou que, pelos próximos 90 dias, será permitida a importação de até 300 mil toneladas métricas de carne moída sem a incidência de tarifas adicionais fora da cota. Essa medida visa aumentar a oferta e, assim, reduzir os preços do produto em até 25% para os consumidores americanos.
Trump destacou que essa decisão também permitirá um crescimento no Grande Rebanho de Carne Americano, conforme publicou em sua rede social Truth Social. No entanto, o anúncio não especificou quais países poderão se beneficiar dessa autorização temporária para exportar carne aos Estados Unidos.
O Brasil se posiciona como um dos principais fornecedores de carne bovina ao mercado americano. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o país ocupou a segunda posição no ranking de exportadores em junho de 2026, com exportações que totalizaram 96,208 milhões de libras, equivalendo a aproximadamente 43,64 milhões de quilos. Essa informação destaca a relevância do Brasil nas relações comerciais de carne com os EUA, especialmente em um momento em que as discussões sobre tarifas estão em pauta.





