Um grave acidente na BR-277, em Morretes, resultou na morte de duas pessoas e ferimentos em 18 outras na manhã desta terça-feira (18). O acidente ocorreu por volta das 10h40, no km 41 da rodovia, e envolveu múltiplos veículos, causando um bloqueio total na pista no sentido Paranaguá.
Um dos motoristas que sobreviveu à colisão, que estava acompanhado da esposa e das filhas, compartilhou os momentos de tensão que antecederam o impacto. Ele descreveu a cena como um verdadeiro milagre, considerando que, apesar da gravidade do acidente, todos os ocupantes de seu carro saíram com apenas arranhões. "Nós estávamos descendo tranquilamente com a família. O caminhão passou por nós totalmente desgovernado, sem freio", relatou o sobrevivente.
De acordo com o relato, o caminhão já havia apresentado comportamento perigoso antes da colisão. O motorista e sua família tentaram se afastar do veículo descontrolado, mas não conseguiram evitar o acidente. "Nós ultrapassamos para tentar nos livrar de qualquer problema. Mais à frente, o trânsito deu uma segurada e nós diminuímos a velocidade, e o caminhão veio e levou todo mundo", acrescentou.
O sobrevivente também comentou sobre os danos materiais, destacando que seu carro ficou completamente destruído. Ele mencionou que sua filha foi levada ao hospital apenas para uma avaliação, mas não apresentava ferimentos graves. "Nascemos de novo, nossa família nasceu outra vez. Presenciamos um milagre aqui", afirmou.
Além do testemunho, o motorista relatou a situação de outro condutor que estava em um veículo escuro e conseguiu sair caminhando dos destroços após ficar preso nas ferragens por alguns minutos.
As equipes de resgate, incluindo o Corpo de Bombeiros e o SAMU, atuaram rapidamente no local, onde a pista sentido Litoral ficou completamente interditada, gerando mais de seis quilômetros de congestionamento. Para facilitar o atendimento às vítimas, uma faixa no sentido Curitiba foi bloqueada, permitindo o tráfego de ambulâncias e o pouso de um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal (PRF).





