Neste domingo (16), Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou que haverá uma redução significativa na participação de seu país nos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul. A decisão foi motivada pela "muito boa relação" que mantém com Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte. Trump utilizou sua plataforma Truth Social para criticar os exercícios, alegando que eles são onerosos e transmitem uma mensagem inadequada e hostil a Pyongyang.
Os exercícios, conhecidos como "Escudo da Liberdade Ulchi", estavam programados para começar nesta segunda-feira (17) e se estender por 11 dias. Esses treinamentos são parte de um esforço contínuo para preparar a defesa da Coreia do Sul contra as ameaças representadas pela Coreia do Norte, que possui armamento nuclear.
Em sua publicação, Trump expressou descontentamento com a participação dos Estados Unidos nos exercícios, mencionando que sua relação com Kim Jong Un deveria ser levada em conta. Ele manifestou que, embora já fosse tarde para cancelar a participação americana, ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que a reduzisse de forma substancial.
Contudo, o Ministério da Defesa da Coreia do Sul declarou que os exercícios ocorrerão conforme o planejado, desconsiderando a solicitação de Trump. Um porta-voz do ministério afirmou que seguirão com a programação previamente estabelecida, apesar das manifestações do presidente americano.
A Coreia do Norte reagiu de forma negativa aos exercícios militares conjuntos, considerando-os um ensaio para uma potencial invasão. Em resposta, o país lançou um míssil balístico sobre o mar do Japão na quarta-feira. Aproximadamente 28.500 militares dos Estados Unidos estão estacionados na Coreia do Sul, como parte da estratégia de defesa contra a Coreia do Norte.
As duas nações coreanas encerraram a Guerra da Coreia, que ocorreu entre 1950 e 1953, através de um armistício, sem a assinatura de um tratado de paz. Trump também tem questionado as alianças militares tradicionais dos Estados Unidos, incluindo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e criticado os aliados ocidentais por não apoiarem sua abordagem em relação ao Irã, que está em seu sexto mês sem progressos para um acordo negociado. Neste contexto, Trump também mencionou ter indagado o presidente da Coreia do Sul sobre a possibilidade de se unirem na desnuclearização da República Islâmica do Irã, recebendo uma negativa como resposta.





