⏳ Carregando previsão...
TOPO 01
TOPO 01

Vereador de Curitiba Lórens Nogueira é afastado por acusações de rachadinha

A Justiça decidiu afastar o vereador Lórens Nogueira do cargo por 90 dias devido a acusações de rachadinha, enquanto um processo de cassação avança na Câmara Municipal...

A Justiça determinou o afastamento do vereador Lórens Nogueira, do Partido Progressista (PP), por um período de 90 dias. Durante esse tempo, ele está proibido de frequentar a Câmara Municipal de Curitiba (CMC). O parlamentar enfrenta acusações de envolvimento em um esquema de "rachadinha" investigado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) e é alvo de um processo de cassação de seu mandato. Nogueira nega as irregularidades.

A decisão de afastamento foi proferida pelo juiz César Maranhão de Loyola Furtado, da 7ª Vara Criminal de Curitiba, em resposta a um pedido do MP-PR. A medida visa evitar qualquer interferência nas investigações em curso. Além do afastamento, Lórens Nogueira está proibido de manter contato, direta ou indiretamente, com outras pessoas envolvidas na apuração dos fatos.

Em maio deste ano, o vereador foi alvo da Operação Déjà-Vu, realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-PR. De acordo com as investigações, Lórens Nogueira teria solicitado, sob ameaça de demissão, parte do salário de uma funcionária do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), a qual ele havia indicado para o cargo.

A entrega de R$ 5,6 mil em dinheiro vivo ao vereador foi filmada pela servidora. Em sua defesa, Lórens argumentou que a quantia se referia ao pagamento de um empréstimo de R$ 12 mil que ele havia concedido à funcionária. Durante a execução dos mandados de busca e apreensão, o Gaeco apreendeu R$ 118 mil em diversos locais associados ao parlamentar, seus assessores e familiares.

Em junho, o MP-PR apresentou uma denúncia contra Lórens Nogueira, acusando-o do crime de concussão, caracterizado quando um funcionário público exige vantagem indevida. A pena para esse crime varia de 2 a 12 anos de prisão, além de multa e a possibilidade de perda do mandato. A denúncia foi aceita pelo juiz César Furtado no mesmo dia em que foi protocolada.

Na última quinta-feira (13), a Comissão Processante da Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, um parecer recomendando a cassação do mandato de Lórens Nogueira. O relatório recebeu apoio dos três integrantes da comissão: o relator Gustavo Da Costa (Podemos), Meri Martins (Republicanos) e o presidente Serginho do Posto (PSD).

Sugeridos:

PUBLICIDADE

LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01
LATERAL 01