Um homem foi preso em Planaltina, no Distrito Federal, 12 anos após ter cometido um crime brutal, que resultou na morte de uma mulher, identificada como Luana, a qual foi atacada com 119 facadas. A vítima, que apresentava deficiência mental e vivia em condições de vulnerabilidade, foi encontrada abandonada em uma área de mata, com o corpo marcado por centenas de perfurações.
O assassinato de Luana se transformou em um enigma para as autoridades na época, devido à ausência de câmeras de segurança e a falta de evidências que pudessem ajudar nas investigações. Entretanto, após um longo período, o caso foi reaberto pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP).
Com o auxílio do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA/PCDF), os investigadores conseguiram isolar uma amostra biológica encontrada na roupa da vítima. O avanço das técnicas de análise de DNA permitiu identificar o responsável pelo crime, que já cumpria pena por outras infrações.
O homem, que já estava preso por tráfico de drogas e tentativa de homicídio, havia recebido liberdade condicional em 2017. Contudo, após a nova ordem de prisão relacionada ao caso de Luana, ele foi reintegrado ao sistema prisional e agora aguarda os desdobramentos legais, permanecendo à disposição da Justiça.
A resolução deste caso, após mais de uma década, destaca a importância das novas tecnologias forenses na elucidação de crimes e na busca por justiça para as vítimas e suas famílias.





