O Palmeiras se prepara para um confronto decisivo na noite desta quarta-feira (12), quando enfrenta o Cerro Porteño às 19h no Nubank Parque. Este será o primeiro jogo em casa nas oitavas de final da Libertadores sob o comando do técnico Abel Ferreira, marcando uma situação inédita para a equipe. O jogo de volta está agendado para o dia 19 de agosto em Assunção e será a primeira vez que o treinador tentará garantir a classificação fora de seus domínios.
Este cenário atípico é resultado da pior campanha do Palmeiras na fase de grupos desde que Abel assumiu a equipe. Em 2016, o Verdão não conseguiu terminar na liderança do grupo pela primeira vez em seis edições, e o Cerro Porteño foi o responsável por isso, terminando com dois pontos a mais que o time brasileiro.
O confronto traz um sentimento de vingança, já que no dia 21 de maio, o Cerro Porteño derrotou o Palmeiras por 1 a 0 em São Paulo, interrompendo uma sequência invicta de cinco partidas do Verdão em casa na Libertadores. O gol do ex-jogador do Vasco da Gama, Vegetti, foi crucial para o desfecho do grupo F, já que na partida realizada no Paraguai, as equipes empataram em 1 a 1.
Após o empate contra o Junior Barranquilla, Abel Ferreira comentou sobre a frustração com a campanha da equipe, destacando que a meta de terminar em primeiro lugar não foi alcançada devido ao desempenho contra o Cerro. Historicamente, em seis das últimas oito edições da Libertadores, o Palmeiras se destacou com a melhor campanha na fase de grupos, o que lhe concedia a vantagem de decidir as fases eliminatórias em casa até as semifinais.
Sob a direção de Abel Ferreira, o Palmeiras já participou de 16 partidas eliminatórias na Libertadores, sendo que apenas em uma delas a equipe teve que decidir fora de casa. Isso ocorreu na semifinal de 2021, quando empatou em 1 a 1 com o Atlético Mineiro, avançando para a final devido ao critério de gol fora de casa.
Com a meta de conquistar o tricampeonato da Libertadores, Abel Ferreira, que já é o treinador mais vitorioso na história do clube, expressou seu desejo de levantar novamente a taça. Apenas Carlos Bianchi e Osvaldo Zubeldía conquistaram a Libertadores mais de duas vezes.





