Hugo Motta, Presidente da Câmara dos Deputados e membro do Republicanos-PB, confirmou nesta segunda-feira (10) seu apoio à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. O anúncio ocorreu em um evento na Paraíba, reduto eleitoral do parlamentar.
O deputado justificou sua decisão com base no posicionamento nacional do Republicanos, que decidiu não apoiar oficialmente nenhum candidato à Presidência no primeiro turno, permitindo que os diretórios estaduais formassem alianças conforme as circunstâncias locais. Motta expressou que a tendência em seu estado é apoiar Lula, ressaltando que essa escolha é alinhada com o que considera ser o melhor para o país.
"A tendência, aqui na Paraíba, é que caminhemos com o presidente Lula. Nós iremos declarar apoio ao presidente porque converge com aquilo que pensamos ser o melhor para o país", afirmou Hugo Motta. Ele enfatizou que aguardava a definição da direção nacional do partido para oficializar sua posição, destacando que seu apoio não representa uma decisão do Republicanos a nível nacional, mas sim uma posição de sua base política na Paraíba.
A relação entre Motta e Lula já vinha se fortalecendo no estado, onde o Republicanos faz parte de uma aliança que inclui o PT, que apoia Lucas Ribeiro (PP) para o governo, assim como o pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), que é candidato ao Senado e TAMBÉM declarou apoio ao presidente.
A decisão do Republicanos de manter uma postura neutra em nível nacional frustrou as tentativas de Flávio Bolsonaro (PL) de conquistar o apoio da legenda para sua candidatura presidencial. Motta, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados, é visto como parte da ala do Republicanos mais próxima do governo Lula, considerando que as relações políticas entre o governo federal e as forças locais da Paraíba influenciaram sua escolha.
Esse movimento acontece em um contexto de articulações para as eleições de 2026 e ilustra a estratégia de partidos do Centrão em garantir maior liberdade nas alianças estaduais. Enquanto a direção nacional do Republicanos se abstém de tomar partido na corrida presidencial, as lideranças estaduais têm a liberdade de construir palanques diversos conforme seus interesses e coligações locais.





