Na noite de domingo, o estúdio da Band recebeu um debate marcado por ausências significativas, incluindo a de Sergio Moro, cujo púlpito permaneceu vazio durante todo o programa. Enquanto isso, os candidatos Requião Filho e Sandro Alex interagiam entre si, forçando a mediadora a improvisar, já que parte das perguntas não tinha destinatário.
O episódio se torna ainda mais relevante considerando que a campanha de Moro participou das reuniões de organização e aceitou as regras do encontro. Sua desistência, alegando um suposto conluio entre adversários para atacá-lo, ocorreu a poucas horas do início da transmissão.
Moro não foi o único a faltar; Eduardo Paes, Pedro Brito e Roberto Cidade também não compareceram. Entretanto, as justificativas apresentadas variam. Paes, por exemplo, alegou que só participaria de debates após 16 de agosto, quando a campanha oficialmente se inicia, uma justificativa que possui uma data específica. Já a acusação de conluio requer evidências mais concretas.
Os debates são considerados momentos cruciais em campanhas eleitorais, pois representam uma oportunidade única para candidatos se exporem sem a possibilidade de edição ou correção. Durante essas ocasiões, o candidato é confrontado diretamente, o que revela sua capacidade de lidar com pressão e adversidade. O caráter ao vivo dos debates destaca a diferença entre a apresentação de uma imagem polida e a realidade do que é governar.
É fundamental lembrar que, ao se apresentar a um debate, o candidato se coloca em uma posição onde o eleitor é o verdadeiro patrão. Essa dinâmica é crucial, pois, ao faltar, o candidato não apenas deixa de se apresentar, mas também nega ao eleitor a chance de avaliar suas propostas ao vivo, permitindo que seus concorrentes ganhem tempo de fala sem contestação.
De acordo com uma pesquisa da Genial/Quaest realizada em julho, 64% dos paranaenses indicaram que ainda podem mudar de voto até outubro. Além disso, 83% dos entrevistados não souberam citar um candidato quando questionados em um cenário espontâneo. Isso sugere que muitos eleitores ainda estão indecisos e não buscam informações em sites oficiais, preferindo decidir com base no que veem durante os debates.





