O advogado Bernardo Cortez, que representa a empresa Voos Rio Panorâmico (VRP), informou que o helicóptero envolvido no acidente ocorrido no último sábado (8) no Rio de Janeiro estava com a manutenção regularizada e que a companhia possuía todos os alvarás necessários para operar. Cortez ainda destacou que o piloto tinha experiência e estava com as licenças em pleno vigor.
"A empresa possui todos os alvarás, a manutenção da aeronave estava em dia, e somente saberemos o que ocorreu após a conclusão do relatório do Cenipa e sua disponibilização pela Aeronáutica", declarou o advogado.
As causas do acidente ainda não foram determinadas. A Polícia Civil informou que as investigações seguem na 19ª DP (Tijuca). Perícias foram realizadas no local do acidente, e os agentes aguardam o laudo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que é vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Na mesma tarde, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, utilizou a plataforma X para anunciar que havia solicitado à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ações imediatas para intensificar a fiscalização e garantir a segurança dos voos de helicópteros, que têm se tornado cada vez mais frequentes na cidade. Ele também colocou os recursos da prefeitura à disposição do órgão para auxiliar nas necessárias medidas e ações.
A Anac foi contatada, mas não respondeu até o fechamento desta reportagem. Em entrevista Ao Jornal Nacional, da TV Globo, a agência afirmou que está em diálogo com a prefeitura para uma fiscalização conjunta sobre esses voos.
Com o acidente deste sábado, o número de vítimas em ocorrências com helicópteros no Rio de Janeiro este ano subiu para 13. Em janeiro, três pessoas faleceram após a queda de uma aeronave em Guaratiba, localizado na zona oeste da cidade. Em maio, dois helicópteros colidiram no ar no Recreio dos Bandeirantes, resultando na morte de seis pessoas, incluindo o cantor e produtor norte-americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspar Prim.







