O novo smart #2, que sucede o icônico fortwo, foi antecipadamente revelado por meio de um pedido de homologação apresentado ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT). As imagens e especificações do modelo elétrico mostram um design que resgata o espírito do clássico fortwo, com previsão de chegada ao mercado em 2026.
Desenvolvido em parceria entre a Mercedes-Benz e a Geely, a engenharia e a produção em série são responsabilidade da Zhejiang Haoqing Automobile Manufacturing, uma subsidiária do grupo Geely. Essa fabricante chinesa também é proprietária da Volvo e da Lotus, o que destaca sua relevância na joint venture que comanda a smart.
De acordo com os documentos regulatórios, o smart #2 tem dimensões de 2,75 a 2,76 metros de comprimento, 1,67 metro de largura e 1,55 metro de altura, com uma distância entre eixos de 1,87 metro. Apesar de ser maior que o antigo fortwo, ele se posiciona como um dos elétricos mais compactos que devem ser lançados até 2027.
O modelo apresenta um motor elétrico traseiro com potência de 60 kW, equivalente a 80 cv, alimentado por uma bateria de química LFP (lítio-ferro-fosfato), que é mais acessível e amplamente utilizada em veículos de entrada. As células de bateria são fornecidas pela CATL, maior fabricante de baterias do mundo, enquanto a montagem do veículo é realizada pela Energee, também parte do grupo Geely. O peso do smart #2 é de 1.130 kg, e sua velocidade máxima é limitada a 140 km/h.
Embora o documento não especifique a capacidade exata da bateria, estimativas sugerem que ela deve ter cerca de 35,7 kWh, o que possibilita uma autonomia aproximada de 300 km, conforme o ciclo europeu WLTP. O modelo ainda promete recarga rápida, atingindo de 10% a 80% em menos de 20 minutos, além da funcionalidade que permite utilizar a bateria como fonte de energia externa.
Na Europa, o smart #2 será oficialmente apresentado em outubro, durante o Salão de Paris, com preços estimados abaixo de 22.500 euros, o que corresponde a aproximadamente R$ 130 mil, sem considerar os impostos de importação. Apesar de a smart não ter operação oficial no Brasil, o lançamento do modelo desperta o interesse dos consumidores brasileiros, que estão cada vez mais atentos à tendência de carros elétricos pequenos e acessíveis, projetados para a mobilidade em grandes cidades. Fabricantes chinesas como BYD, GWM e Chery já estão se estabelecendo nesse segmento no mercado nacional.







