O presidente da Fifa, Gianni Infantino, encontrou-se nesta sexta-feira (7) com Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, em Cali, na Colômbia. O objetivo do encontro foi assegurar a continuidade do apoio da confederação sul-americana ao dirigente ítalo-suíço, em um momento em que a entidade enfrenta uma crise política significativa. O desgaste surgiu após a proposta de um polêmico plano de investimento privado, que acabou sendo retirado por Infantino após a forte rejeição nos bastidores.
Durante a reunião, que contou com a presença de dirigentes locais, Domínguez compartilhou imagens nas redes sociais e destacou a importância de fortalecer os laços institucionais entre as entidades. Antes de se encontrar com Domínguez, Infantino teve uma agenda com Ramón Jesurún, presidente da federação colombiana, em um evento voltado para o futebol de base. No discurso, o presidente da Fifa enfatizou a necessidade de unidade entre as associações para superar os conflitos recentes na administração do futebol internacional.
Essa aproximação com os líderes sul-americanos é parte de uma estratégia para conter a oposição crescente no cenário internacional. Além do apoio formal da Conmebol, presidentes de federações nacionais, como os da Argentina e do Paraguai, também manifestaram publicamente seu respaldo ao trabalho de Infantino. O presidente da Associação do Futebol Argentino, Chiqui Tapia, reiterou a aliança histórica com o mandatário da Fifa, enquanto a federação paraguaia se manteve alinhada com as diretrizes da Conmebol.
A situação é marcada por uma clara divisão no continente americano quanto à gestão financeira da Fifa, especialmente após a proposta de criação da Fifa Financial Excellence (FFE). A iniciativa visava captar investimentos privados ao vender até 20% de participação nos torneios da entidade, mas enfrentou resistência imediata da Uefa e da Concacaf, que a consideraram uma tentativa de divisão dos direitos da Copa do Mundo. Diante da repercussão negativa e do risco de boicote por parte das potências europeias, Infantino decidiu recuar, pedindo desculpas pela falta de diálogo prévio com as associações.
O episódio gerou um abalo significativo na credibilidade da gestão de Infantino e alimentou articulações para a próxima eleição presidencial, programada para março de 2027. O canadense Victor Montagliani é um dos nomes mencionados como potencial adversário na corrida pela presidência da Fifa. Diante do desgaste enfrentado, Infantino intensificou suas viagens institucionais com o intuito de garantir a fidelidade das confederações da América do Sul e da África na busca pela continuidade de seu mandato.







