As 11 cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos estão exigindo da Fifa o cumprimento de uma promessa feita anteriormente. A entidade havia se comprometido a repassar 1 milhão de dólares (R$ 5,4 milhões) para cada uma delas, com a finalidade de financiar iniciativas sociais que fariam parte do legado do torneio.
De acordo com informações, a Fifa apresentou essa contribuição como uma importante ação voltada para o legado da competição. Contudo, após o anúncio feito pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, representantes das cidades começaram a questionar o cronograma e os procedimentos para o recebimento do valor.
Embora dirigentes da Fifa tenham assegurado repetidamente às autoridades locais que o pagamento seria realizado, a promessa foi feita apenas de forma verbal durante reuniões, o que gerou incertezas. Essa situação tem complicado a formulação de planejamentos financeiros por parte dos municípios, que precisam decidir se incluirão ou não o valor prometido em seus relatórios.
Representantes das cidades-sede expressaram sua perplexidade em relação ao atraso nos pagamentos, especialmente considerando que o orçamento operacional previsto para a Copa do Mundo de 2026 é estimado em cerca de 2,7 bilhões de dólares (R$ 13,8 bilhões).
A Fifa, quando abordada sobre o assunto, não se manifestou a respeito da situação. O episódio acrescenta pressão à gestão de Gianni Infantino, que já enfrenta críticas por outras questões, incluindo a proposta de negociação de direitos comerciais de suas competições. Apesar de ter desistido dessa iniciativa, a Uefa afirmou ter perdido confiança no presidente da Fifa e chegou a considerar medidas judiciais contra a organização.







