Gianni Infantino, presidente da Fifa, enfrenta uma crise de credibilidade e busca apoio do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, para se manter no cargo. Aos 56 anos, Infantino se tornou alvo de críticas de diversas entidades do futebol mundial após tentar implementar um plano comercial que incluía a venda da Copa do Mundo a investidores privados. Embora tenha recuado na proposta, a pressão por sua renúncia aumentou significativamente.
Recentemente, uma reportagem do The New York Post revelou que Infantino programou conversas privadas com o secretário de Estado Marco Rubio. As discussões, agendadas para esta segunda-feira (3), visam explorar como o futebol pode ser uma ferramenta de poder brando para os Estados Unidos, embora muitos analistas considerem que o foco principal do dirigente é a proteção de seus interesses e empregos na Fifa.
A pressão por sua saída é intensa, especialmente após o fracasso de seu plano que previa que uma empresa de private equity, ligada a Josh Kushner, arcaria com 20% ou até 30% dos lucros da Copa do Mundo. Fontes citadas afirmam que Infantino se sente isolado e busca aliados influentes para apoiá-lo publicamente, com Trump sendo apontado como um possível defensor, apesar de sua relutância em assumir este papel.
O governo dos Estados Unidos, no entanto, negou a existência de qualquer reunião agendada entre Infantino e Marco Rubio. Dylan Johnson, secretário adjunto de Estado para Assuntos Globais, comentou que não houve contato entre os dois e sugeriu que o The Post deveria confirmar suas fontes antes de publicar informações.
A situação de Infantino se agrava com a perda de apoio das confederações europeias. A Alemanha foi a primeira a retirar seu apoio à reeleição do presidente da Fifa, sendo acompanhada por Inglaterra e País de Gales nos últimos dias. O prestígio de Infantino continua a cair, especialmente após seus planos de separar os direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e venda de ingressos para as competições oficiais terem sido considerados um fracasso.
As tentativas de Infantino de contatar Trump, que tem 80 anos, têm sido frustradas desde a falha de seu plano comercial, o que aumenta ainda mais a incerteza sobre seu futuro à frente da Fifa.







