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Espanha intensifica segurança na fronteira com Marrocos após aumento de mortes de imigrantes

O governo espanhol confirmou que o número de imigrantes mortos na crise na fronteira com Marrocos chegou a 67. Medidas de segurança foram reforçadas em Ceuta, onde...

A crise fronteiriça entre a Espanha e o Marrocos resultou na morte de 67 imigrantes, conforme informado pelo governo espanhol neste sábado, 1º de outubro. As vítimas incluem pessoas que se afogaram e outras que faleceram em um tumulto enquanto tentavam atravessar uma barreira no quebra-mar.

Neste mesmo dia, um pequeno grupo de migrantes, exaustos após nadar até a praia urbana de Tarajal, em Ceuta, foi recebido por soldados que os conduziram de volta ao lado marroquino da fronteira. Em resposta à situação, a Espanha implementou barreiras flutuantes ao longo de sua fronteira marítima com o Marrocos, que se estende ao lado da área de concreto que demarca a divisa entre a Europa e a África.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, visitou Ceuta para transmitir uma mensagem de tranquilidade à população local. Embora tenha afirmado que a crise não foi totalmente resolvida, ele ressaltou que a situação em Ceuta é considerada de "razoável normalidade". Grande-Marlaska também informou que a maioria dos migrantes que chegaram à cidade na quinta-feira, totalizando cerca de 60 mil em apenas 24 horas, já deixou o país, resultado de uma ação conjunta com as autoridades marroquinas.

A chegada repentina de milhares de migrantes gerou uma crise na União Europeia, resultando em críticas severas por parte de alguns países e partidos políticos de direita e extrema direita. Na Itália, o governo da primeira-ministra Giorgia Meloni decidiu suspender o tratado de livre circulação da UE, conhecido como acordo Schengen, em relação à Espanha.

O Ministério do Interior italiano esclareceu que os novos controles afetarão exclusivamente cidadãos não europeus que chegam da Espanha, enquanto os espanhóis que se dirigem à Itália não serão impactados. Em resposta a essa medida, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, expressando sua preocupação com preconceitos, desinformação e interesses políticos que influenciam a situação, além de criticar a reação considerada egoísta e polarizadora por parte de alguns países europeus.

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