A Uefa, entidade que rege o futebol europeu, e a Concacaf, responsável pelo futebol na América do Norte, Central e Caribe, se manifestaram contra a proposta da Fifa de estabelecer uma nova empresa para controlar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Além disso, a Uefa anunciou planos de boicote a torneios organizados pela Fifa, liderada por Gianni Infantino, caso a proposta siga adiante.
O projeto da Fifa prevê a criação do Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa que consolidaria eventos e operações, mantendo a governança do futebol sob o controle da entidade. Para viabilizar esse plano, a Fifa oferece um investimento de US$ 10 bilhões (cerca de R$ 51 bilhões) para as 211 federações filiadas. Adicionalmente, cada Associação Membro poderia receber até US$ 20 milhões (R$ 102,3 milhões) para projetos especiais do Programa Fifa Fast-Forward (FFFP).
No planejamento apresentado, cada federação teria direito a US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, um aumento em relação aos US$ 8 milhões atuais. Para os ciclos seguintes, os valores aumentariam para US$ 22 milhões (2031-2034) e US$ 24 milhões (2035-2038). A Fifa estima que, se o FFE for implementado, cerca de US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) seriam captados ainda em 2023 para financiar o FFFP.
A Uefa, em comunicado, deixou claro que suas seleções não participarão de competições da Fifa enquanto as propostas estiverem sob discussão. A entidade enfatizou que a participação das seleções está condicionada ao abandono total do projeto e à garantia de que a Fifa não abrirá sua governança ou competições à propriedade privada.
A situação pode ter repercussões nas eliminatórias da Copa do Mundo Feminina de 2027, que acontecerá no Brasil. Com o prazo estabelecido por Infantino se aproximando, as seleções europeias terão um compromisso em outubro, onde a continuidade do plano da Fifa deverá ser definida.
Além disso, o conflito pode afetar também o Mundial Sub-17, programado para ocorrer entre 17 de outubro e 7 de novembro em Marrocos, onde cinco seleções europeias, incluindo Alemanha, Espanha, França, Noruega e Polônia, estão entre as 24 que competirão pelo título.







