A situação em Ceuta, uma cidade autônoma espanhola, se agravou com a chegada de aproximadamente 60 mil imigrantes irregulares provenientes do Marrocos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu essa crise como “terrível” e um aviso sobre o que pode ocorrer em seu país, caso as eleições presidenciais sejam vencidas pelo "lado errado". As declarações foram feitas em entrevista à Fox News.
O presidente da cidade, Juan Vivas, informou que o número de imigrantes equivale a cerca de 70% da população local. A crise teve início na quinta-feira (30), quando um grande fluxo de pessoas começou a atravessar a fronteira. Apesar de uma diminuição nas chegadas durante a noite, a movimentação continuou na sexta-feira (31), com milhares de imigrantes ainda tentando entrar no enclave.
Durante a crise, 34 pessoas perderam a vida enquanto tentavam acessar o território espanhol, conforme anunciado por Vivas. A situação gerou uma resposta rápida do governo espanhol, que decidiu enviar soldados para apoiar a Guarda Civil na manutenção da segurança em Ceuta.
O Ministério do Interior da Espanha estabeleceu um acordo com o governo de Marrocos visando a rápida devolução dos imigrantes que cruzaram a fronteira ilegalmente. Até o momento, não houve pronunciamento oficial das autoridades marroquinas sobre o tema.
A crise migratória em Ceuta também teve repercussões diplomáticas significativas. A Itália solicitou a suspensão da Espanha do espaço Schengen, citando uma política migratória considerada “equivocada”. Em resposta, o governo espanhol convocou o embaixador da Itália em Madri para discutir a questão.
Além disso, dois altos funcionários da Casa Branca reiteraram as posições do governo Trump sobre imigração, utilizando imagens da crise em Ceuta como referência. A França, por sua vez, anunciou o fortalecimento dos controles na fronteira com a Espanha em função da situação atual.







