Na madrugada de quarta-feira (29), um motoboy de 23 anos, identificado como Bryan Rodrigues Cruz, foi atropelado em Curitiba, na Avenida Batel. O trágico acidente resultou na morte do jovem, cujo sepultamento ocorreu na manhã seguinte, quinta-feira (30). Durante uma entrevista, seus pais, Mauro e Cristina, compartilharam a profunda tristeza pela perda do filho e as circunstâncias violentas que a cercaram.
Emocionada, a mãe de Bryan, Cristina, manifestou sua revolta com a soltura do motorista Felipe, que causou o acidente. Ela enfatizou a dor de perder um filho e a sensação de injustiça ao ver o responsável livre. “Você tirou tudo que eu mais tinha, aqui na terra a gente não precisa ter bens, a nossa herança são os filhos”, desabafou, ressaltando que a verdadeira riqueza da vida está nos filhos e que a perda afetou toda a sua família.
Bryan foi atropelado enquanto se dirigia pela Rua Francisco Rocha. O motorista Felipe, que estava sob efeito de álcool, avançou o sinal vermelho na Avenida Batel, onde ocorreu a colisão. Câmeras de segurança registraram o momento do acidente, em que o motoboy foi arrastado por alguns metros, vindo a falecer no local. Segundo relatos, Felipe havia ingerido pelo menos nove latinhas de cerveja momentos antes do ocorrido.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que Felipe foi libertado na manhã de quinta-feira, após um pedido judicial. Embora ele pudesse ser responsabilizado por dolo eventual, deixou a delegacia sem qualquer acusação formal. O veículo envolvido pertencia ao pai de Felipe, que também estava com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida no momento do acidente.
No carro no momento do acidente, além de Felipe, estavam duas passageiras que confirmaram ter consumido bebida alcoólica. O caso segue sob investigação, e os pais de Bryan aguardam que a justiça seja feita, enquanto lidam com a dor da perda irreparável. A situação levanta questões sobre a responsabilidade de motoristas embriagados e as consequências legais de seus atos.
A família de Bryan continua a clamar por justiça, ressaltando que a vida de seu filho não pode ser esquecida e que a impunidade não deve prevalecer. A dor pela perda e a luta por respostas e justiça se tornam cada vez mais evidentes, à medida que detalhes do caso vêm à tona.







