A International Football Association Board (Ifab) anunciou mudanças significativas na interpretação do protocolo de erro de identificação do árbitro de vídeo (VAR), visando melhorar a precisão nas decisões durante as partidas. A nova diretriz estabelece que o VAR poderá intervir apenas para corrigir a identidade do jogador que recebeu um cartão, mas não poderá alterar a infração que foi inicialmente marcada pelo árbitro em campo.
A decisão foi divulgada em um comunicado na segunda-feira (27) e foi motivada por um incidente controverso ocorrido nas quartas de final da Copa do Mundo 2026, em um jogo entre Argentina e Suíça. Durante a partida, o árbitro aplicou um cartão amarelo ao argentino Paredes por uma falta sobre o atacante Embolo. Após revisão do VAR, o árbitro português João Pinheiro alterou a decisão, expulsando Embolo por simulação, o que resultou em uma vitória da Argentina por 3 a 1.
Com a nova orientação, a Ifab esclareceu que o objetivo é garantir que o VAR atue exclusivamente em casos de erro de identificação, permitindo que os árbitros corrijam quem foi erroneamente advertido. No entanto, isso não se aplica a mudanças na interpretação das infrações, que devem permanecer como inicialmente decididas pelo árbitro.
Esse ajuste nas regras do VAR também reflete uma experiência anterior realizada durante a fase de grupos da Copa do Mundo, onde o protocolo foi aplicado em um jogo entre Estados Unidos e Paraguai. Na ocasião, o árbitro retirou um cartão amarelo aplicado ao zagueiro Tim Ream após revisão, mas acabou advertindo Miguel Almirón por simulação.
A Ifab determinou que os árbitros não devem repetir esse tipo de procedimento até que uma revisão mais ampla das regras do VAR seja concluída. A entidade reconheceu que, apesar de alguns aspectos positivos, a aplicação das regras ultrapassou o que era originalmente previsto para o protocolo de erro de identificação. Assim, o foco dos árbitros de vídeo será corrigir apenas as situações em que a identidade do jogador advertido estiver equivocada.







