A França está enfrentando a mais severa crise de incêndios florestais em cinco décadas. Neste sábado (25), as chamas já destruíram mais de 22 mil hectares na região de Bordeaux, área que equivale a aproximadamente 31 mil campos de futebol. A situação levou à retirada de 141 mil pessoas e à mobilização de bombeiros de todo o país, além das Forças Armadas, que estão atuando nas operações de combate ao fogo. Moradores que encontraram abrigo em locais improvisados relatam exaustão e desorientação devido à emergência. A Espanha também enfrenta dificuldades semelhantes.
O foco mais crítico do incêndio está localizado no departamento da Gironda, no sudoeste da França, onde se encontra Bordeaux, uma das regiões vinícolas mais renomadas do mundo. O incêndio, que teve início na quarta-feira (22), é considerado o mais devastador já registrado no país nos últimos 50 anos, superando as grandes queimadas que ocorreram na mesma área em 2022.
As chamas já consumiram uma área equivalente ao dobro da superfície da cidade de Paris, e além da devastação ambiental, o fogo atingiu pelo menos cem edificações. O primeiro-ministro Sébastien Lecornu destacou a gravidade da situação e ordenou o envio de um avião militar de transporte para auxiliar nas operações de combate ao incêndio.
A região da Gironda, famosa por seus vinhedos, é crucial para a economia local, que depende fortemente da viticultura e do turismo associado. A ameaça não é apenas à população e às florestas, mas também ao sustento de muitos trabalhadores que dependem da produção vinícola.
Em resposta ao agravamento da situação, o presidente Emmanuel Macron determinou, na sexta-feira (24), que as Forças Armadas intensificassem as operações da Defesa Civil. Na mesma data, o Corpo de Bombeiros de Paris anunciou o envio de equipes adicionais para apoiar os esforços de combate ao incêndio, uma mobilização maior do que a observada durante os incêndios de 2022.
As autoridades afirmam que o centro de Bordeaux não está em risco imediato, mas a estratégia de evacuação tem sido criticada por alguns. Uma moradora destacou que a concentração de milhares de pessoas em um único abrigo gerou dificuldades adicionais para aqueles que já estavam fragilizados após longas horas de deslocamento e congestionamentos.







