O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, expressou sua defesa ao sistema de votação eletrônico do Brasil, ao mesmo tempo em que reiterou a necessidade de um comprovante impresso para os votos. A fala ocorreu nesta quarta-feira (22), em resposta a questionamentos sobre declarações de Flávio Bolsonaro, que havia mencionado a fabricação das urnas eletrônicas por uma empresa também envolvida em contratos na Venezuela. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia desmentido essa informação.
A declaração foi feita durante o evento Brasil de Ideias Mulher, que contou com a organização do Grupo Voto e do Clube Lu, realizado em São Paulo. O encontro reuniu diversas lideranças políticas e empresariais, incluindo Mônica Cury, candidata a deputada estadual pelo Novo-SP, e Karim Miskulin, presidente do Grupo Voto.
Em sua fala, Zema também manifestou sua intenção de reduzir o tamanho do Estado, propondo a diminuição do número de ministérios de 29 para 21, uma medida que, segundo ele, visa combater a “gastança” do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT).
Ao abordar a reforma da Previdência, o pré-candidato ressaltou que o aumento da expectativa de vida da população exige que os brasileiros permaneçam mais tempo no mercado de trabalho antes da aposentadoria. Em relação à segurança pública, Zema demonstrou preocupação com o aumento da criminalidade no país, utilizando a analogia da queda diária de um avião para ilustrar o número elevado de mortes violentas.
Reconhecendo que ainda não possui um conhecimento amplo em todo o território nacional, Zema afirmou que tem se dedicado a percorrer diferentes regiões do Brasil para aumentar sua visibilidade. Ele observou que a maioria dos eleitores tende a decidir seu voto próximo ao dia da eleição.
No que diz respeito à escolha do seu candidato ou candidata a vice-presidente, Zema revelou que pretende fazer o anúncio em breve. Fontes indicam que essa divulgação não deve ocorrer durante a convenção nacional do Novo, programada para a próxima segunda-feira (27), em Brasília. O pré-candidato mencionou a possibilidade de formar uma chapa “puro-sangue”, mas mantém diálogos com lideranças de outros partidos, exceto aqueles de esquerda.







