A Federação União Progressista, composta pelos partidos PP e União Brasil, anunciou sua decisão de não apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência, optando pela neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto. Essa definição, que ainda aguarda formalização, ocorreu nesta terça-feira (21) após uma reunião da coligação liderada pelo senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e os dirigentes das duas legendas.
Durante o encontro, a maioria dos membros da federação defendeu a neutralidade como forma de respeitar as decisões dos diretórios estaduais das siglas. No estado de São Paulo, por exemplo, a Federação União Progressista já havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro, demonstrando a complexidade da situação em diferentes regiões do país.
Apesar de adotar uma posição neutra, tanto o União Brasil quanto o PP orientaram que cada diretório estadual terá autonomia para decidir seu apoio na eleição presidencial. Dessa forma, cada estado poderá escolher entre apoiar Flávio Bolsonaro, Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Renan Santos, que são os principais candidatos no primeiro turno.
O Partido Liberal (PL), por sua vez, ainda não descarta a possibilidade de um acordo com a federação e considera a opção de oferecer uma vaga de vice a um representante dos partidos que compõem a federação, caso não haja entendimento sobre a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A decisão pela neutralidade representa um obstáculo para a campanha de Flávio Bolsonaro, que se prepara para oficializar sua candidatura no próximo dia 25 de julho, em um evento marcado para São Paulo. Embora a data esteja confirmada, o senador ainda não definiu quem será o candidato a vice na chapa do PL.
A campanha de Flávio Bolsonaro busca que uma mulher ocupe a vice, sendo a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, a favorita para a posição, embora atualmente esteja filiada ao Republicanos. Não há confirmação sobre se o nome da vice será anunciado durante o evento em São Paulo.







