Os destroços de uma aeronave da extinta Pan American Airways, desaparecida desde 1952, foram descobertos no fundo do Oceano Atlântico, próximos à costa norte de Porto Rico. Essa descoberta encerra décadas de buscas e esclarece a localização precisa do avião, que caiu poucos minutos após a decolagem.
A operação de localização foi realizada pela Air/Sea Heritage Foundation em colaboração com a empresa Deep Sea Vision, com o suporte da produção do programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. Para a identificação dos destroços, a equipe utilizou tecnologia de sonar de alta resolução e veículos subaquáticos autônomos, encontrando a aeronave a aproximadamente 600 metros de profundidade.
A aeronave, um Douglas DC-4 conhecido como Clipper Endeavor, partiu de San Juan, em Porto Rico, com destino a Nova York no dia 11 de abril de 1952. Logo após a decolagem, o avião apresentou falhas em ambos os motores do lado direito, resultando na queda no mar. A bordo, viajavam 64 passageiros e cinco tripulantes. Apesar de todos terem sobrevivido ao impacto inicial, apenas 17 pessoas foram resgatadas; as demais 52 perderam a vida após a aeronave afundar.
Os responsáveis pela expedição relataram que a fuselagem da aeronave foi encontrada em duas partes distintas. Durante a missão, imagens capturadas revelaram elementos identificáveis, como o logotipo da Pan Am, o trem de pouso e um dos motores da aeronave, confirmando assim a identidade do avião.
O acidente gerou um impacto duradouro na aviação comercial, levando a mudanças significativas nos protocolos de segurança. Isso incluiu a implementação obrigatória das demonstrações de emergência realizadas pelos comissários antes das decolagens, uma prática que permanece vigente até os dias atuais.







