A crise financeira do Santos se aprofundou após a rescisão unilateral do atacante Tiquinho Soares, que obteve a liberação de seu contrato na justiça devido a atrasos salariais e outras obrigações não cumpridas pela diretoria. Nesta segunda-feira, 20, o elenco viajou para a Venezuela, onde enfrentará a UCV na terça-feira, 21. Antes da partida, uma reunião foi realizada entre jogadores, comissão técnica e diretoria para discutir a situação atual do clube.
Os atletas, que já acumulam três meses de atraso nos direitos de imagem, convocaram a reunião para pressionar a direção por uma solução. A conversa foi tensa, com os líderes do grupo exigindo um prazo para que os pagamentos sejam realizados. O presidente Marcelo Teixeira explicou a situação complicada que o Santos enfrenta e assegurou que a diretoria está empenhada em regularizar os vencimentos.
Embora tenha se comprometido a resolver a dívida até o próximo dia 30, Teixeira alertou que a situação ainda não está estabilizada e apresentou a possibilidade de parcelar o débito caso os pagamentos não possam ser feitos até o final do mês. Essa proposta gerou insatisfação entre os jogadores, que se opuseram à ideia de parcelamento. Assim, o grupo embarcou para a Venezuela, mas deixou agendada uma nova reunião com a diretoria assim que retornarem ao Brasil.
Enquanto isso, outros jogadores estão considerando a possibilidade de entrar na justiça para rescindir seus contratos de forma unilateral, seguindo o exemplo de Tiquinho Soares. A situação de Álvaro Barreal também chamou a atenção, pois o meia argentino recebeu os salários atrasados após enviar uma notificação extrajudicial ao clube. O pagamento foi efetuado devido ao receio da diretoria de perder o jogador na justiça, o que gerou revolta entre os demais atletas que se sentiram descontentes com a gestão atual do clube.







