Uma pesquisa realizada pelo PoderData/AYA e divulgada nesta quinta-feira (16) revela que Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, apresenta vantagem significativa entre mulheres, na maioria das regiões do país e em todas as faixas de renda. Por outro lado, o senador Flávio Bolsonaro se destaca entre o público masculino e entre os evangélicos.
De acordo com os dados, Lula tem 40% das intenções de voto entre as mulheres, enquanto Flávio registra 30%. Entre os homens, o cenário é inverso, com o senador alcançando 40% e o presidente com 39%.
A pesquisa indica que, exceto entre os evangélicos, Lula se beneficia de uma forte aceitação nos demais segmentos religiosos. Ele atinge 57% entre praticantes de religiões de matriz africana, como umbandistas e candomblecistas; 43% entre espíritas e kardecistas; e 41% entre católicos. Além disso, o chefe do Executivo é a escolha de 54% dos ateus e 52% dos entrevistados sem religião.
Flávio Bolsonaro, no entanto, se consolida como favorito entre os evangélicos, onde obtém 46% das intenções de voto, enquanto Lula conta com apenas 24%. Essa dinâmica se reflete nas diferentes regiões do Brasil, especialmente no Nordeste, onde Lula mantém uma vantagem histórica. Na região, 46% dos entrevistados afirmaram que votariam no presidente no primeiro turno, em contraste com os 33% que optariam por Flávio.
No Norte, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio possui 38%. No Sudoeste, onde se localizam os dois maiores colégios eleitorais do país, Lula possui 38% e Flávio, 33%. O cenário muda no Centro-Oeste, onde o senador lidera com 38%, seguido de Lula com 36%. No Sul, ambos os candidatos estão empatados, com Flávio registrando 35% e Lula, 34%.
Em relação à renda, Lula também se destaca em todas as faixas. Entre os que recebem até dois salários mínimos, ele atinge 41%, enquanto Flávio tem 32%. A vantagem do presidente diminui entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, onde Lula registra 37% e Flávio, 36%. Nos grupos com rendimento superior a cinco salários mínimos, a diferença aumenta novamente, com Lula alcançando 41% e Flávio, 36%.







