O Ministério Público do Paraná (MPPR) apresentou denúncia contra uma vereadora de Matinhos, no Litoral do estado, e seu esposo, sob a acusação de concussão. Ambos são investigados por supostamente exigirem de assessores que ocupavam cargos em comissão no gabinete da parlamentar uma parte das diárias recebidas pela Câmara Municipal, que seriam pagas sob a justificativa de participação em cursos e atividades na capital. As investigações indicam que essas práticas ocorreram entre os anos de 2025 e 2026.
A apuração dos fatos foi iniciada a partir de uma representação feita por uma assessora da vereadora, que se identificou como uma das vítimas do esquema. Durante as investigações, ficou evidenciado que os assessores eram pressionados a solicitar à Câmara Municipal o pagamento de diárias para a participação em cursos em Curitiba, sendo obrigados a devolver à parlamentar, seja em dinheiro ou por meio de Pix, o saldo restante que não era utilizado para despesas pessoais.
As exigências eram frequentemente impostas em reuniões realizadas na residência da vereadora e de seu marido, nas quais os assessores eram convocados e instruídos a deixar seus celulares do lado de fora do ambiente de discussão. Essa estratégia visava evitar qualquer tipo de registro ou evidência das práticas coercitivas.
Além da solicitação de penas de acordo com a legislação para os crimes de concussão, a Promotoria de Justiça também requereu o pagamento de indenizações por danos morais coletivos e materiais às vítimas, juntamente com o reembolso dos valores que foram indevidamente retirados de seus salários.
O caso suscita um alerta sobre a utilização de cargos públicos para fins pessoais e a necessidade de rigor nas investigações de práticas de corrupção, especialmente quando envolvem servidores públicos e seus assessores. O MPPR segue comprometido em coibir tais práticas e assegurar a integridade no serviço público.







