Com a chegada do inverno, a queda das temperaturas pode impactar negativamente a saúde renal, especialmente devido à diminuição da ingestão de água. Muitas pessoas, em especial os idosos, tendem a sentir menos sede durante essa estação e, como consequência, acabam reduzindo o consumo de líquidos. Essa mudança de comportamento pode favorecer o surgimento de doenças como cistites e a formação de cálculos renais, conforme alerta a Secretaria de Estado de Saúde.
Os sintomas que indicam problemas renais incluem dor intensa na região lombar, dificuldade para urinar, presença de sangue na urina, infecções urinárias recorrentes, perda involuntária de urina e alterações no fluxo urinário. Diante de qualquer um desses sinais, é fundamental que o paciente busque atendimento em uma unidade básica de saúde para uma avaliação médica adequada.
A Secretaria destaca que a avaliação médica é essencial para identificar a causa dos sintomas e determinar a necessidade de exames mais específicos. Para aqueles que apresentam problemas urinários como incontinência e bexiga hiperativa, existe a opção de realizar exames de urodinâmica, que têm a finalidade de avaliar o funcionamento da bexiga e da uretra.
Uma das alternativas terapêuticas sugeridas é a litotripsia extracorpórea por ondas de choque, um procedimento minimamente invasivo que fragmenta cálculos renais, facilitando sua eliminação pela urina. A secretaria também enfatiza a importância de cuidar da alimentação durante o inverno, uma vez que hábitos comuns nessa época podem aumentar o risco de doenças renais.
A recomendação é que a ingestão de água seja elevada para dois a três litros por dia, além da prática regular de atividades físicas e da evitação de alimentos ricos em sódio e ultraprocessados. Essas medidas podem contribuir significativamente para a manutenção da saúde renal durante os meses mais frios.







