A eliminação da França na semifinal da Copa do Mundo de 2026, ao ser derrotada pela Espanha, encerrou o sonho do tricampeonato da seleção. Considerada a principal favorita ao título antes do torneio, a equipe, liderada por Kylian Mbappé, agora faz parte de um seleto grupo de seleções que chegaram ao torneio com grandes expectativas, mas não conseguiram conquistar a taça.
Entre as equipes que também não conseguiram transformar favoritismo em título, destaca-se a Hungria de 1954. Essa seleção, comandada por Ferenc Puskás, marcou 27 gols em cinco partidas, um recorde na história das Copas do Mundo. Após vencer as Olimpíadas de 1952 e fazer história ao derrotar a Inglaterra em Wembley, os húngaros avançaram com vitórias expressivas, como o 9 a 0 sobre a Coreia do Sul e o 8 a 3 sobre a Alemanha Ocidental. Contudo, na final, a Hungria foi surpreendida pela Alemanha Ocidental, perdendo por 3 a 2 em um jogo que ficou conhecido como "O Milagre de Berna", encerrando uma sequência de 32 jogos invictos.
Outro exemplo é a seleção da Holanda, que em 1974 encantou o mundo com seu estilo de jogo conhecido como Carrossel Holandês. O apelido, inspirado no filme "A Laranja Mecânica", de Stanley Kubrick, refletia a movimentação fluida e a pressão constante da equipe. Na Copa de 1974, os holandeses venceram todos os jogos da fase de grupos e derrotaram seleções tradicionais como Argentina e Brasil. No entanto, na final, enfrentaram novamente a Alemanha Ocidental e perderam, mesmo após abrir o placar.
A trajetória da França Na Copa de 2026 havia começado de forma promissora. No Grupo I, a equipe francesa conquistou três vitórias, superando Senegal, Iraque e Noruega. Na fase eliminatória, a seleção se destacou ao vencer a Suécia, Paraguai e Marrocos, sem sofrer gols. Entretanto, na semifinal, a França encontrou a Espanha, que impediu o avanço da equipe para a terceira final consecutiva, vencendo o confronto por 2 a 0.
Com essa eliminação, a França se junta ao rol de seleções que, apesar de muito talento, não conseguiram conquistar a Copa do Mundo. Assim como a Hungria em 1954, a Holanda em 1974 e o Brasil em 1982, a geração atual da seleção francesa deixa o torneio sem a taça, mas entra para a história como uma das equipes mais talentosas de sua época.
Este texto foi produzido pelo aluno Mateus Marques, do 1º período do curso de Jornalismo da Universidade Positivo, e revisado por Guilherme Becker.







