Nesta quarta-feira, 15 de novembro, às 16h (horário de Brasília), Inglaterra e Argentina se enfrentam em Atlanta, nos Estados Unidos, pela semifinal da Copa do Mundo de 2026. O embate, que é um dos mais emblemáticos do futebol mundial, traz à tona uma rivalidade repleta de capítulos históricos, que vão desde a Guerra das Malvinas, ocorrida em 1982, até jogos que se tornaram inesquecíveis para os torcedores.
A seleção inglesa chega ao confronto após eliminar a Noruega, que havia sido o algoz do Brasil na competição, com uma vitória de 2 a 1 nas quartas de final, disputada no último sábado, dia 11. Por sua vez, a Argentina garantiu sua vaga na semifinal ao vencer a Suíça por 3 a 1 na mesma data.
A origem da tensão entre os dois países está intimamente ligada à disputa pela soberania das Ilhas Malvinas, conhecidas como Falkland pelos britânicos. Este arquipélago, situado no Atlântico Sul, é reivindicado pela Argentina, mas atualmente é administrado pelo Reino Unido. A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece essa disputa, embora não atribua a posse definitiva do território a nenhum dos países envolvidos.
Embora as Malvinas estejam a aproximadamente 550 quilômetros da costa argentina, elas se localizam a cerca de 12,8 mil quilômetros da Grã-Bretanha. A principal cidade do arquipélago é denominada de maneira distinta: Puerto Argentino pelos argentinos e Port Stanley pelos britânicos.
O conflito nas Ilhas Malvinas teve início em 2 de abril de 1982, quando tropas argentinas desembarcaram no arquipélago, tomando o controle de sua capital. A ação superou a pequena guarnição britânica e deu início a um intenso combate. A resposta do Reino Unido foi rápida, com a então primeira-ministra Margaret Thatcher enviando uma força-tarefa naval para retomar as ilhas, recebendo apoio político de aliados, como Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Japão e Canadá.
Durante 74 dias, ocorreram combates em terra, mar e ar, resultando em grandes perdas. O conflito culminou no dia 14 de junho de 1982, quando as forças britânicas reocuparam as ilhas, encerrando a guerra, que deixou um saldo de 649 argentinos e 255 britânicos mortos.







