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Ucrânia atinge refinaria russa pela segunda vez em uma semana

O presidente Volodymyr Zelensky anunciou que as forças ucranianas atacaram a refinaria de petróleo de Ufa, na Rússia, pela segunda vez em uma semana, intensificando a crise...

As forças armadas da Ucrânia realizaram um novo ataque nesta quarta-feira (1º) contra a refinaria de petróleo de Ufa, um dos principais centros de produção de lubrificantes na Rússia, marcando a segunda vez em apenas uma semana que esse local é alvo. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky confirmou a ação em uma publicação na plataforma X, informando que a refinaria está situada a mais de mil quilômetros do território ucraniano.

Além do ataque em Ufa, drones ucranianos também foram utilizados em um ataque a uma planta produtora de componentes de mísseis na região de Penza, ao sudeste de Moscou, a aproximadamente 500 quilômetros da Ucrânia. O governador local, Oleg Melnichenko, relatou que o ataque resultou em ferimentos em duas pessoas, embora não tenha fornecido detalhes sobre as instalações atingidas ou a extensão dos danos.

Esses ataques aéreos frequentes contra a infraestrutura petrolífera russa têm contribuído para uma grave crise de combustíveis no país, ampliando a pressão sobre o governo de Moscou, que enfrenta a guerra em seu quinto ano. A Rússia, para lidar com a escassez de combustível resultante dos ataques, começou a importar gasolina da Índia, medida que visa mitigar os efeitos da falta de abastecimento.

A escassez de combustíveis no país tem gerado longas filas em postos de gasolina, além de um aumento significativo nos preços. Em resposta a essa situação, Zelensky também mencionou que está em negociação com a União Europeia para a imposição de novas sanções contra o que ele chamou de "máquina de guerra russa".

Adicionalmente, durante uma visita a uma siderúrgica na Irlanda, o presidente ucraniano foi informado pelo primeiro-ministro Micheál Martin que uma investigação sobre o suposto envolvimento da Aughinish Alumina na produção de armamentos está próxima de ser concluída. A empresa é controlada por proprietários russos, o que levanta questões sobre suas atividades no contexto do conflito atual.

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