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Greve dos rodoviários no Rio de Janeiro completa três dias e transporte é afetado

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro chega ao terceiro dia, impactando a circulação de ônibus na cidade. Trens e metrô ampliam operações para atender à...

A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro entra em seu terceiro dia nesta quarta-feira (1), sem previsão de término, e continua a prejudicar a circulação de ônibus na capital. Em resposta aos impactos enfrentados pelos passageiros, as concessionárias de trens e do metrô decidiram reforçar suas operações durante os horários de maior movimento.

Para lidar com o aumento no fluxo de usuários, a SuperVia anunciou que irá realizar 30 viagens extras ao longo do dia, o que permitirá a redução dos intervalos entre os trens durante os períodos de pico. O MetrôRio também se comprometeu a aumentar a oferta de composições caso haja um crescimento na demanda pelo serviço.

O Rio Ônibus, que representa as empresas de ônibus, afirmou que está mobilizado para aumentar a circulação dos coletivos e assegurar o transporte da população. Atualmente, cerca de 1.500 ônibus estão em operação, e as concessionárias estão se esforçando para cumprir a determinação judicial que exige a manutenção de pelo menos 80% da frota em circulação.

O sindicato patronal atribuiu ao Sindicato dos Rodoviários as dificuldades para alcançar esse percentual, alegando que a entidade não enviou aos motoristas as escalas necessárias para indicar quais profissionais deveriam permanecer em atividade, conforme a decisão judicial. Além disso, o Rio Ônibus fez um apelo para que os trabalhadores voltem às garagens e retomem as operações, enfatizando que “a população carioca não pode ficar mais um dia a pé”.

Na terça-feira (30), uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas resultou em um impasse, sem que houvesse um acordo. Um novo encontro está marcado para a próxima segunda-feira (6).

O conflito se origina das negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. As principais demandas da categoria incluem um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de veículos articulados.

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