Na quinta-feira (25), a Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão relacionados ao deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e outros suspeitos de desviar emendas do orçamento secreto. A operação, denominada "Afluente", foi autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino e abrangeu locais no Distrito Federal, Goiás e Maranhão.
As investigações indicam a existência de um esquema de corrupção que envolve desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro, operado por uma organização criminosa. De acordo com a Polícia Federal, os montantes desviados teriam sido movimentados pela Codevasf e direcionados a empresas supostamente ligadas ao grupo investigado.
Informações levantadas mostram que Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Maranhãozinho, figura como sócio de uma construtora localizada na cidade de Maranhãozinho, no Maranhão, a qual está ativa na Receita Federal. Essa empresa é vinculada à execução de obras de infraestrutura viária, incluindo serviços de pavimentação, terraplenagem e drenagem, além da construção e restauração de rodovias.
Durante a operação, a PF apreendeu uma quantia em dinheiro em espécie em um dos locais associados ao deputado, embora o valor ainda não tenha sido contabilizado pelas autoridades até a conclusão desta reportagem.
Vale ressaltar que Maranhãozinho já havia sido condenado pelo STF em março por desvio de emendas. Naquela ocasião, a PGR apontou que o deputado coordenava a destinação dos recursos, monitorava a liberação das verbas, gerenciava planilhas de pagamento e exigia propina. Atualmente, o parlamentar se encontra licenciado do seu mandato na Câmara.
Caso a participação dos investigados seja confirmada, eles poderão enfrentar acusações de corrupção passiva e ativa, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. A defesa do deputado foi contatada, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria.







