Na noite de quarta-feira (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez uma declaração em que se defendeu de acusações feitas pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que afirmou ter sido "maltratada e humilhada" por ele. Flávio garantiu que nunca teve a intenção de ofendê-la e, se em algum momento o fez, pede desculpas.
O senador elogiou o trabalho de Michelle à frente do PL Mulher, destacando sua dedicação e o cuidado que tem com Jair Bolsonaro. "Em nenhum momento ofendi ou tive a intenção de ofender a Michelle. Se o fiz em algum momento, mais uma vez, peço desculpas", afirmou. Ele enfatizou o respeito que tem por ela e pelo papel que desempenha no partido.
Flávio também revelou que tentou contatar Michelle pela manhã para convidá-la a participar de uma reunião organizada pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF) com lideranças femininas, mas não obteve retorno. "Fiz questão de ligar para Michelle e convidá-la, pessoalmente. Fiz mais um gesto não correspondido. Não atendeu", explicou ele.
Michelle, por sua vez, declarou em um vídeo que Flávio a humilhou durante uma conversa telefônica, afirmando que ele sugeriu que ela ficasse afastada das decisões do partido. A ex-primeira-dama mencionou ainda que Flávio a "apunhalou" ao apoiar o deputado André Fernandes (PL-CE), que defende a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.
A ex-primeira-dama é contrária ao apoio do PL a Ciro e deseja que a vereadora Priscila Costa (PL-CE) concorra ao Senado. O deputado André Fernandes, entretanto, afirmou que os desejos de Michelle não influenciarão a decisão do partido.
Além disso, Michelle afirmou que Flávio a visita semanalmente e, se realmente quisesse seu apoio, já teria se manifestado. "Se ele realmente quisesse falar comigo, já teria falado. Estou na minha, continuarei recolhida. Não o procurei mais também", concluiu Michelle.







