Erika Hilton, em sua crítica, ressaltou que ela e outros líderes optaram por permanecer no PSOL para ajudar a legenda a ultrapassar a cláusula de barreira, mas alegou que os compromissos assumidos pela direção não estão sendo cumpridos. "Eu e muitas lideranças decidimos ficar no PSOL para ajudar o partido a superar a cláusula de barreira. Mas, para isso, o PSOL precisa cumprir os acordos que fez conosco. E não está cumprindo. Está rasgando nossos combinados e praticamente nos inviabilizando", afirmou a deputada.
Além disso, ela questionou os critérios utilizados pelo partido para a divisão de recursos eleitorais, mencionando outros nomes da legenda que, segundo ela, estariam em posição privilegiada. "É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela D’Ávila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro", declarou.
A direção do PSOL respondeu às acusações, afirmando que a proposta de financiamento que será submetida às instâncias partidárias já considera a promoção de candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs como uma política consolidada. A nota ressaltou que a proposta ainda será discutida dentro do partido.
O PSOL também garantiu que Erika Hilton receberá o maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais da sigla em 2026, apontando que a proposta de financiamento estabelece um teto máximo para os detentores de mandato que buscam reeleição, considerados os principais puxadores de voto. Essa informação foi destacada como um compromisso do partido em relação ao apoio às candidaturas, mesmo diante das críticas apresentadas pela deputada.
O descontentamento de Erika Hilton evidencia tensões internas que podem impactar a estratégia eleitoral do PSOL e suas articulações futuras, especialmente em um cenário político que se mostra cada vez mais desafiador para as legendas progressistas.







