Na assembleia geral anual do SoftBank, realizada nesta quarta-feira, Masayoshi Son, fundador e presidente-executivo do conglomerado japonês, abordou o tema da inteligência artificial (IA) e a crescente preocupação sobre a formação de uma bolha no setor. Son afirmou que a IA ainda está em seus primórdios, considerando qualquer discussão sobre uma bolha como "um insulto à IA". Ele enfatizou que "é apenas o começo" e que o verdadeiro potencial da IA ainda será revelado.
O aumento dos investimentos em IA tem elevado os valuations das empresas do setor, mesmo que alguns investidores questionem a sustentabilidade dessa valorização. O preço das ações do SoftBank, por exemplo, tem sido impulsionado pela aposta de Son na OpenAI, refletindo sua confiança na tecnologia.
Com uma trajetória marcada por vivências em ciclos de expansão e recessão, incluindo a bolha da internet e a crise provocada pela pandemia de Covid-19, Son também comentou sobre outros investimentos do SoftBank, como robótica. Ele mencionou que o grupo está atualmente construindo centros de dados nos EUA e que a Tokyo Electric Power Co (TEPCO) está buscando atrair capital externo, demonstrando interesse em colaborar com a empresa.
"Se a TEPCO se juntasse ao nosso grupo, aumentaríamos o fornecimento de energia e traríamos centros de dados com IA para o Japão", afirmou Son, destacando a importância dessa parceria para o futuro energético do país. Além disso, o SoftBank iniciou a fabricação de robôs em sua "fábrica física de IA" e, , um anúncio sobre essa nova linha de produção será feito em breve, embora detalhes adicionais não tenham sido revelados.
"Acho que somos os primeiros no mundo a ter robôs fabricando robôs em grande escala", declarou Son, ressaltando a inovação que sua empresa busca trazer ao mercado. A assembleia também foi uma oportunidade para o executivo compartilhar sua visão de negócios e interagir com investidores, aos quais descreveu o SoftBank como uma "galinha dos ovos de ouro".
Son criticou a discrepância entre a capitalização de mercado da empresa, que é de aproximadamente 37 trilhões de ienes (US$229 bilhões), e o valor dos ativos, que totalizam cerca de 74 trilhões de ienes. Ele questionou: "Por quanto tempo terei que insistir para te convencer de que o ganso fez um bom trabalho?". O empresário, que tem 68 anos, afirmou que pretende liderar a empresa até os 70 anos, visando alcançar a chamada "superinteligência artificial", que ele define como sendo 10.000 vezes mais inteligente que um ser humano.







