A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, em reunião realizada na terça-feira (23), um reajuste médio de 20,51% nas tarifas da Copel Distribuição. A nova cobrança será aplicada a partir desta quarta-feira (24), impactando milhões de consumidores paranaenses. O reajuste estava em discussão em consulta pública desde o início do mês.
Para os consumidores conectados em alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o aumento médio será de 21,87%. Já os usuários de baixa tensão, que incluem residenciais, pequenas indústrias e comércios, enfrentarão um acréscimo médio de 19,85%. Ao todo, aproximadamente 5,32 milhões de unidades consumidoras passarão a arcar com os novos valores.
A revisão tarifária periódica, realizada pela Aneel, visa redefinir custos operacionais, metas de qualidade e perdas, além de outros componentes que influenciam diretamente no valor da tarifa. Essa revisão é distinta do reajuste anual, que se baseia na inflação e em fatores contratuais.
Encargos setoriais, custos de transmissão, aquisição de energia e inadimplência foram apontados como os principais fatores que contribuíram para o aumento. A parcela B, que abrange custos administrados pela distribuidora, registrou um aumento de 32,1%, o que impactou a revisão em 8,58 pontos porcentuais.
Em nota, a Copel esclareceu que o reajuste é determinado pela Aneel e destacou que a tarifa paga pelos paranaenses é a mais baixa entre as grandes empresas do setor elétrico do Brasil. A companhia TAMBÉM ressaltou seu compromisso com a transparência e a eficiência na prestação de serviços essenciais aos consumidores.
A estrutura da tarifa de Energia Elétrica é composta por três segmentos principais: o custo da energia, os encargos definidos por políticas federais e a parcela destinada à operação, manutenção e expansão das redes elétricas. A Copel reafirmou que continua a trabalhar com a Aneel para mitigar os impactos tarifários sobre os consumidores.







