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Estudo revela influência reduzida do Apoio de Trump nas eleições brasileiras de 2026

Uma pesquisa do Datafolha indica que 65% dos brasileiros não se importam com o apoio de Donald Trump a candidatos nas eleições presidenciais de 2026, enquanto 17%...

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no último sábado (20), revela que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um candidato nas eleições presidenciais de 2026 teria um impacto limitado sobre o eleitorado brasileiro. De acordo com o levantamento, 65% dos entrevistados se mostraram indiferentes em relação ao endosse do líder norte-americano. Enquanto isso, 17% afirmaram que estariam mais inclinados a votar em um candidato que recebesse Apoio de Trump, e 15% disseram que isso diminuiria sua disposição para votar no referido candidato. Outros 3% não souberam opinar.

A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 17 e 18 de junho, em 139 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.

Os dados obtidos indicam que o Apoio de Trump possui um efeito mais significativo entre os eleitores de direita. Entre os que se identificam com o Partido Liberal (PL), 42% afirmaram que a chancela do presidente norte-americano aumentaria a probabilidade de voto no candidato apoiado. A influência também foi observada entre eleitores do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 32% dos entrevistados afirmando que o Apoio de Trump impactaria positivamente sua decisão.

Contrapõe-se a isso a resistência ao Apoio de Trump, que é mais acentuada entre eleitores de esquerda e centro-esquerda. Nesse grupo, 24% afirmam que a chancela do republicano diminuiria as chances de votar no candidato presidenciável. Entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o índice de rejeição ao Apoio de Trump chega a 23%.

Os resultados da pesquisa são divulgados em um contexto de tensão nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Em maio, Lula e Trump se reuniram na Casa Branca para discutir assuntos como o combate ao crime organizado e relações comerciais. Após a reunião, Trump classificou o encontro como “muito bom”. No entanto, nas semanas seguintes, a relação entre os dois países se deteriorou após os Estados Unidos classificarem facções criminosas brasileiras como organizações terroristas e anunciarem novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Durante a recente Cúpula do G7, realizada na França, Lula e Trump tiveram apenas um breve cumprimento. Após essa interação, Trump comentou que o Brasil vive uma “bagunça” e o classificou como “politicamente perigoso”. Na última sexta-feira (19), Trump voltou a criticar o presidente brasileiro, chamando-o de “volátil”.

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