A influenciadora digital Deolane Bezerra, detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A acusação foi formalizada pelo promotor Lincoln Gakiya, um dia após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negar seu pedido de prisão domiciliar.
Deolane está presa desde o dia 21 de maio de 2023, quando foi alvo de uma operação policial que investiga seu possível envolvimento com a organização criminosa. O STJ, por meio da Quinta Turma, composta pelos ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Messod Azulay Neto e Maria Thereza de Assis Moura, justificou a negativa do pedido de liberdade com base em elementos apresentados pela acusação.
Na denúncia, os promotores afirmam que Deolane Bezerra teria atuado como uma espécie de “caixa” do PCC, movimentando recursos financeiros oriundos de atividades ilícitas. Manuscritos encontrados em 2019 na Penitenciária de Presidente Venceslau, bem como informações obtidas em investigações subsequentes, indicam possíveis conexões entre contas bancárias, movimentações financeiras e empresas associadas à influenciadora.
Além disso, a denúncia menciona que uma transportadora localizada em Presidente Venceslau (SP) teria sido utilizada para facilitar a movimentação dos recursos. O caso agora será analisado pela Justiça, que decidirá sobre o recebimento da acusação e o andamento do processo penal.
A defesa de Deolane pediu a substituição da prisão preventiva por domiciliar, fundamentando-se no fato de ela ser mãe de uma menina de 10 anos. No entanto, o pedido foi rejeitado pelo STJ. O MPSP sustenta que há evidências suficientes para indicar a participação da influenciadora em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao PCC, além de indícios de ligação direta com Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola.
Os promotores alegam que documentos e registros financeiros obtidos durante a investigação evidenciam que Deolane recebeu valores provenientes da organização criminosa. Em resposta às acusações, a influenciadora nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas, conforme declarado por sua defesa.







