Fundada em 1946 como fabricante de panelas elétricas para arroz, a Sony se transformou em uma das maiores empresas de eletrônicos do mundo. Além das linhas PlayStation, televisores, sistemas de áudio e smartphones, a companhia também desenvolveu ao longo das décadas uma série de produtos experimentais que chamaram atenção por conceitos pouco convencionais e propostas incomuns.
Entre os exemplos está o Sony Rolly, lançado em 2008. O aparelho combinava caixa de som, tocador de MP3 e recursos robóticos. Equipado com iluminação integrada, rodas e partes móveis, o dispositivo era capaz de se deslocar e realizar movimentos sincronizados com a música. Com memória interna de 2 GB, permitia armazenar arquivos de áudio e oferecia diferentes modos de programação para personalizar as coreografias.
Outro projeto que chamou atenção foi o Sony eMarker, acessório criado para identificar músicas transmitidas por emissoras de rádio. O equipamento registrava data e horário da canção por meio de um botão. Posteriormente, as informações eram cruzadas com bancos de dados de radiodifusão para localizar o título da faixa e disponibilizar opções de compra ao usuário.
No segmento de robótica, a companhia apresentou o Aibo, cão eletrônico lançado em 1999. O produto chegou ao mercado com sensores, capacidade de interação e funções programáveis. Após um período fora de produção, retornou em 2018 com recursos baseados em inteligência artificial, reconhecimento de ambiente e integração com aplicativos móveis.
Enquanto o Aibo permaneceu ativo, outro projeto semelhante não teve o mesmo destino. O QRIO, robô humanoide desenvolvido no início dos anos 2000, possuía capacidade de caminhar, reconhecer rostos, manipular objetos e reproduzir movimentos de dança. Apesar das demonstrações públicas, a iniciativa foi encerrada antes do lançamento comercial.
Durante o avanço da internet residencial, a Sony apostou no eVilla Network Entertainment Center. O equipamento reunia funções de navegação online e comunicação digital. Apesar da proposta, o produto enfrentou dificuldades devido ao custo de aquisição e à cobrança mensal para acesso à rede, permanecendo pouco tempo no mercado.
A empresa também explorou conceitos diferenciados na área de áudio. O LSPX-S2 combinava alto-falante e luminária decorativa em um único equipamento. O modelo utilizava um cilindro de vidro para transmitir som em todas as direções e incluía modos de iluminação que simulavam a luz de velas.
Outra experiência foi o Aromastic Mobile Scent Dispenser, difusor portátil desenvolvido para liberar fragrâncias individuais por meio de cartuchos substituíveis. O dispositivo fazia parte de uma plataforma voltada ao financiamento de projetos experimentais e buscava criar experiências sensoriais personalizadas.
No setor de climatização pessoal, a fabricante lançou o Reon Pocket, aparelho vestível posicionado na região do pescoço. O equipamento oferece funções de resfriamento e aquecimento, sendo controlado por aplicativo para smartphones e destinado ao uso em ambientes externos.
A Sony também apresentou o SRS-LSR100, acessório que reunia controle remoto de televisão e caixa acústica sem fio. O produto permitia que o usuário acompanhasse o áudio do aparelho em diferentes cômodos da residência sem depender do sistema principal de som.
Voltado aos apreciadores de relógios tradicionais, o Wena Wrist Pro foi desenvolvido para transformar modelos convencionais em dispositivos inteligentes. Instalado no lugar da pulseira original, o acessório incorporava monitoramento de atividades físicas, notificações e recursos de pagamento eletrônico.
Outro lançamento incomum foi o Vaio Mouse Talk. O periférico funcionava simultaneamente como mouse óptico e telefone para chamadas pela internet. O conceito, porém, enfrentou limitações práticas, já que o equipamento deixava de atuar como apontador durante conversas.
Na década de 1990, a companhia também investiu nos assistentes digitais pessoais com o Magic Link. Equipado com tela sensível ao toque e caneta eletrônica, o aparelho oferecia agenda, correio eletrônico, calculadora, bloco de notas e outras funções que antecipavam recursos presentes em smartphones modernos.
Entre os celulares mais diferentes já produzidos pela empresa está o Sony Ericsson Xperia Pureness. Lançado em 2009, o modelo possuía visor transparente, característica que o transformou em peça de destaque no segmento de luxo. A solução, entretanto, apresentava limitações relacionadas à privacidade, legibilidade e ausência de câmera integrada.
Embora muitos desses produtos não tenham alcançado grande sucesso comercial, eles demonstram a disposição da Sony em explorar novas tecnologias e conceitos. Diversas ideias testadas ao longo dos anos anteciparam tendências que posteriormente seriam incorporadas pela indústria de eletrônicos de consumo.
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Fonte:Paraná Jornal







