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FBI emite alerta sobre intimidações a dissidentes durante a Copa de 2026

A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, gerou um alerta do FBI sobre o risco de intimidações e perseguições a...

A Copa do Mundo de 2026, que será realizada em conjunto pelos Estados Unidos, México e Canadá, motivou o Federal Bureau of Investigation (FBI) a emitir um alerta sobre os riscos de intimidação e perseguição a dissidentes. O aviso foi divulgado nesta semana e menciona a possibilidade de ataques associados à presença de "regimes estrangeiros hostis" durante o evento.

Kash Patel, diretor do FBI, ressaltou que governos estrangeiros podem intensificar suas ações contra pessoas consideradas ameaças políticas. Em publicação na rede social X, Patel afirmou que autoridades de outros países podem atuar deliberadamente no território norte-americano, com o objetivo de intimidar, silenciar ou até eliminar adversários políticos. Essa situação eleva a preocupação das autoridades de segurança em relação ao Mundial.

Como parte das medidas preventivas, os EUA mobilizarão equipes de contrainteligência e segurança em mais de 56 localidades relacionadas à Copa do Mundo, incluindo grandes cidades como Nova York, Los Angeles, Miami e Filadélfia. O FBI também mencionou a potencial utilização de drones, ataques cibernéticos e ações de grupos extremistas ou agentes envolvidos em disputas geopolíticas.

A abertura da Copa do Mundo está marcada para 11 de junho, no Estadio Azteca, no México, enquanto a decisão da competição ocorrerá no dia 19 de julho, no MetLife Stadium, nos Estados Unidos. O alerta da agência se junta a discussões já em andamento sobre a segurança e a logística do torneio, assim como o cenário internacional que o envolve.

A instituição destacou que eventos de grande porte são propícios para a monitoração e perseguição de indivíduos considerados ameaças por governos hostis. Essa opressão pode se manifestar de diversas maneiras, como vigilância física durante os eventos, acompanhamento de deslocamentos, ameaças via aplicativos e redes sociais, além de pressão sobre familiares que permanecem no país de origem.

Históricos de ações semelhantes foram registrados anteriormente, com os EUA acusando o Irã de planejar ataques contra dissidentes iranianos no território norte-americano. Da mesma forma, a China teria exercido pressão sobre opositores chineses que residem nos Estados Unidos. Também se considera que a Rússia tenha realizado operações de espionagem e perseguição política fora de suas fronteiras.

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