Em Concórdia, no estado de Santa Catarina, um apartamento foi identificado como abrigo de aproximadamente 400 gatos, em uma situação que gerou preocupações de saúde pública. A descoberta levou à ação conjunta da polícia e do Ministério Público de Santa Catarina, após uma inspeção realizada pela Prefeitura de Concórdia, que revelou as condições insalubres do local.
De acordo com o relatório da prefeitura, o espaço estava superlotado e sem as condições mínimas para o bem-estar dos animais. A documentação enfatizou a existência de um "acúmulo excessivo de animais domésticos (felinos), em ambiente insalubre, sem a monitoração do tutor". A tutora dos gatos, que não permitiu o acesso das equipes de fiscalização, foi um dos principais obstáculos para que as medidas necessárias fossem adotadas.
No início do ano, a prefeitura acionou o Ministério Público, relatando as dificuldades enfrentadas para avaliar a situação no apartamento. Em 23 de abril, um acordo foi estabelecido entre o MP, a prefeitura e a tutora, visando a retirada gradual dos animais, além de prever a castração e microchipagem dos gatos, bem como o encaminhamento dos que estivessem saudáveis para a adoção responsável.
Contudo, o prazo estipulado para a implementação dessas ações expirou no último fim de semana, sem que as medidas fossem cumpridas pela tutora. Diante da inércia, o Ministério Público decidiu abrir um inquérito na última segunda-feira e solicitou à Justiça autorização para entrar no imóvel, caso se tornasse necessário.
Um plano emergencial foi desenvolvido, que envolve a entrada de agentes do MP acompanhados por uma equipe do Instituto Federal Catarinense e clínicas parceiras. As ações planejadas incluem triagem, tratamento, castração e a destinação adequada dos gatos, com o objetivo de melhorar a situação dos animais que se encontram em condições precárias.
Além disso, o acordo firmado em abril proíbe que novos animais sejam acumulados no local, visando evitar a repetição do problema após a remoção dos gatos. Até o momento, o nome e o endereço da tutora não foram divulgados pelo Ministério Público, que continua acompanhando a situação de perto.







