A influenciadora Deolane Bezerra, que esteve em Roma por 20 dias, foi alvo de monitoramento pela Interpol e órgãos de segurança brasileiros. Durante sua estadia, a advogada se hospedou em um imóvel de luxo na Piazza di Spagna, com diárias que ultrapassaram R$ 15 mil.
A viagem de Deolane teve início em 27 de abril e foi acompanhada pelas autoridades enquanto a influenciadora divulgava, em suas redes sociais, compromissos profissionais na Itália. A situação se tornou crítica quando, na quinta-feira, 21, ela foi detida sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações sobre Deolane Bezerra têm raízes em uma apreensão realizada há sete anos, quando foram encontrados bilhetes e manuscritos em um presídio de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Esses documentos continham ordens e referências a membros de alto escalão da facção criminosa.
Durante a audiência de custódia, a defesa da advogada pleiteou sua libertação, argumentando que ela é mãe de uma filha menor de 12 anos. A defesa também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Flávio Dino declarou que não identificou "manifesta ilegalidade" na prisão, salientando que há instâncias superiores que ainda devem avaliar o caso antes de uma possível análise pelo STF.
A equipe jurídica de Deolane Bezerra defende sua inocência e critica a severidade da operação, considerando as ações tomadas como "desproporcionais". A defesa também afirmou que esclarecerá os fatos em um momento oportuno, reforçando a necessidade de justiça no desenrolar do caso.







