A comissão especial da PEC que propõe o fim da jornada 6×1 promoveu seu último seminário na manhã desta sexta-feira (22) em Manaus, no Estado do Amazonas. O evento ocorre enquanto o relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), trabalha nos ajustes finais do relatório que deve ser apresentado na próxima segunda-feira (25).
Prates terá o final de semana para resolver divergências entre governo e oposição, especialmente relacionadas ao período de transição para a nova jornada de trabalho. O cronograma original previa que o texto fosse divulgado na última quarta-feira (20) e votado no plenário da Câmara no dia 26 de maio, mas o relator optou por estender o prazo de elaboração do documento.
Com essa mudança, a votação em plenário foi adiada para 28 de maio. Essa alteração pode ter repercussões na tramitação da proposta no Senado, uma vez que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), havia manifestado a intenção de levar a PEC ao plenário ainda no primeiro semestre, caso o projeto fosse aprovado na última semana de maio.
Na proposta em discussão, Leo Prates defende três pilares principais: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o fim da escala 6×1 e a preservação dos salários dos trabalhadores. Contudo, o tempo necessário para a implementação da norma é um ponto em debate.
O governo sugere uma transição rápida, de 2 a 3 anos, para o fim da jornada 6×1 após a aprovação da PEC, enquanto a oposição propõe um período de transição de até 10 anos. Prates indicou que buscará um consenso entre as partes envolvidas, afirmando que seu desejo é que os dois dias de folga sejam implementados ainda neste ano.
Nos últimos dias, o relator tem enfatizado a importância de fortalecer as convenções coletivas e as negociações entre sindicatos e empresários. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara já havia aprovado propostas relacionadas ao tema em 22 de abril, permitindo que a discussão avancasse na comissão especial.







