Luiz Felipe Scolari, conhecido como Felipão e atualmente atuando como coordenador técnico do Grêmio, esteve em Curitiba na última semana para participar da conferência de abertura do IV Congresso Sul-Brasileiro de Medicina do Esporte, promovido pela Associação Médica do Paraná. O evento contou com a presença dos médicos ortopedistas Edilson Thiele e José Luiz Runco, ambos com passagens pelo futebol.
Durante sua participação, Felipão compartilhou um pouco sobre as diversas experiências que acumulou ao longo de sua carreira, que o levaram a trabalhar em sete países, incluindo China, Uzbequistão, Inglaterra, Portugal, Japão, Kuwait e Arábia Saudita. Ele destacou a China como um lugar agradável, onde sua esposa TAMBÉM teve boas impressões, embora tenha enfrentado desafios de comunicação por conta da barreira linguística com o intérprete que falava cinco idiomas.
O ex-técnico do Athletico lembrou de um episódio marcante durante sua passagem pelo Chelsea na temporada 2008/09, onde enfrentou dificuldades em relação a um jogador que apresentava um sério problema no joelho. O treinador revelou que a estrela do time estava tendo que realizar punções frequentes para retirar um líquido com pus do joelho e que, ao perceber a gravidade da situação, decidiu que ele não jogaria mais sob sua orientação, o que gerou repercussões negativas na relação entre eles.
Felipão não revelou a identidade da estrela em questão, mas enfatizou as tensões que surgiram a partir de sua decisão. Ele TAMBÉM mencionou a dificuldade enfrentada ao tentar estabelecer um ambiente de trabalho harmônico no clube inglês, onde suas tentativas de gestão baseadas no afeto e na criação de um senso de equipe nem sempre eram bem recebidas.
Ainda na conferência, Edilson Thiele, um dos médicos que acompanhou Felipão Na China, complementou as histórias, mencionando como o treinador utilizava estratégias para conquistar a confiança dos chineses, especialmente do chefe do departamento médico local. Thiele contou que, ao chegar ao Guangzhou, Felipão destacou a importância de respeitar a hierarquia, apresentando um presente simbólico para facilitar a comunicação e o entendimento entre as partes.
Essas experiências foram compartilhadas em um tom descontraído, e Felipão acabou arrancando risadas da plateia com suas ironias sobre a adaptação a diferentes culturas. Ele lembrou ainda de momentos inusitados, como as homenagens recebidas na Arábia Saudita, onde teve que experimentar pratos típicos que incluíam carne de ovelha, sempre buscando se integrar ao ambiente e respeitar as tradições locais.







